segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Caos na Líbia é resultado da interferência dos EUA e da Otan

Sede do Ministério de Relações Exteriores da Rússia

O processo político de criação na Líbia de um Estado democrático moderno ficou em um beco sem saída, e a atual crise na Líbia foi o resultado da interferência dos EUA e seus aliados da Otan, declarou esta segunda-feira (25) o Ministério das Relações Exteriores russo.
"Podemos dizer que o processo político de criação na Líbia de um Estado democrático moderno por cima das ruínas do governo de Muammar Kadafi, deposto em 2011, finalmente chegou a um impasse", afirma um comunicado publicado no site do departamento.

Ao mesmo tempo, Moscou está convencida de que o atual caos na Líbia foi "um resultado direto da intervenção irresponsável dos Estados Unidos e seus aliados da Otan no conflito interno para derrubar o governo de Kadafi com o objetivo de uma "democratização" violenta do país".

Fonte: Voz da Rússia

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Brasil lançará foguete ao espaço em agosto

 
 
 
 
 O foguete de sondagem VS-30 será lançado no dia 29 a partir do Centro de Lançamento de Alcântara
Está marcado para o dia 29 de agosto o lançamento de um foguete de sondagem VS-30 a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Com 10,84 metros de altura e 1,8 toneladas de peso, o foguete deve levar ao espaço experimentos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da empresa Orbital Engenharia e do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), organização do Comando da Aeronáutica.
“O décimo terceiro voo do VS-30 será um marco importante para a indústria aeroespacial nacional, pois pela primeira vez será testado no Brasil um foguete com combustível líquido embarcado, fruto de anos de pesquisas no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial”, afirma o Coronel Avandelino Santana Júnior, coordenador geral da Operação Raposa, como foi batizada a ação de lançamento do VS-30.

“Com o sucesso da operação, novas possibilidades de desenvolvimento de motores foguetes a propelente líquido são abertas para aplicação em outros veículos aeroespaciais fabricados no país”, conclui o Coronel.
Entre as ações realizadas durante a campanha de lançamento está a instalação de um estação móvel de telemetria para recolher parâmeros de voo (pressão, temperatura, rotação, aceleração, vibração) que serão enviados pelo foguete em voo.
Também participam da Operação Raposa engenheiros alemães do DLR, a Agência Espacial Alemã, técnicos do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), além dos esquadrões de transporte de carga e pessoal (1º GTT e 1º ETA), esclarecimento de área marítima (3º/7º GAv) e de Evacuação Aeromédica (7º/8º GAv). O Centro de Transporte Logístico da Aeronáutica (CTLA) participa com o transporte de material e equipamentos de apoio à campanha de lançamento.
Nos dias de lançamento, a Marinha do Brasil (MB) atua no isolamento do tráfego marítimo e na comunicação com os navegantes, bem como o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) realizará a interdição do tráfego aéreo na área.
Na próxima quinta-feira (21/8), acontecerá o lançamento de um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) para testar os equipamentos em solo e preparar a equipe.



fonte: FAB

sábado, 16 de agosto de 2014

Programa Inova Aerodefesa fomenta o desenvolvimento do setor aeroespacial




Brasília, 15/08/2014 – Empresas dos setores aeroespacial e de defesa vão receber, já neste ano, importante incentivo para o desenvolvimento de projetos e produtos. Serão R$ 291 milhões não reembolsáveis que beneficiarão estudos, absorção de tecnologias, sistemas de vigilância e supervisão de bordo.
Trata-se do plano Inova Aerodefesa, que tem o objetivo de impulsionar a produtividade e competitividade do setor. O projeto é parte de um programa maior do governo federal chamado Inova Empresa, que prevê a articulação de órgãos, entre eles o Ministério da Defesa (MD), para dar apoio financeiro a projetos por meio de instituições de fomento.
A maior parte do investimento para 2014 é de recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que disponibilizará R$ 191 milhões em subvenção econômica para cooperação entre instituições de ciência e tecnologia e empresas. Os R$ 100 milhões restantes são provenientes do Fundo Tecnológico (Funtec) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Entre as instituições apoiadas pelo Inova Aerodefesa estão a Embraer, Avibras, Odebrecht e Imbel. Algumas delas conseguiram as duas linhas de financiamento: pela Finep e BNDES. As empresas aguardam a aprovação desses órgãos de fomento para terem acesso aos recursos e darem continuidade a projetos que também beneficiarão as Forças Armadas.
Estão previstas propostas sobre comunicações submarinas e sonar nacional; visão multiespectral para veículos blindados; radares; desenvolvimento de fibra de carbono; e bateria de uso militar.
Para acompanhar o desenvolvimento dessas tecnologias, os departamentos de ciência e tecnologia das Forças Armadas vão trabalhar em conjunto com as empresas contratadas. Além disso, as instituições beneficiadas precisarão enviar relatórios de prestações de contas para a Finep e o BNDES.
Incentivo financeiro
Além dos R$ 291 milhões não reembolsáveis previstos para 2014, outros R$ 8,4 bilhões poderão ser liberados em crédito reembolsável – que devem ser restituídos - para 64 empresas selecionadas, responsáveis por 315 projetos.
De acordo com o diretor do Departamento de Produtos de Defesa do MD, brigadeiro José Euclides Gonçalves, o programa Inova “sinaliza avanços em consonância com a política industrial e tecnológica do governo federal”. As empresas do setor, “de pequeno e médio porte”, segundo o diretor, “demandam urgentemente investimentos para que possam se tornar viáveis e competitivas”.
A Finep está em fase de conclusão das análises dos projetos para posterior aprovação. Os próximos passos preveem assinatura dos contratos e início dos convênios. A financiadora estabeleceu como meta o foco em empresas mais estruturadas, aumento no volume de contratações, aquisição de novos clientes e integração de instrumentos e políticas de governo.
Para o pesquisador Ronaldo Carmona, da Universidade de São Paulo (USP), “o Brasil deverá buscar um novo ciclo de industrialização, ancorado em setores intensivos de tecnologia, conhecimento e inovação. A área de defesa poderá ser um dos pilares centrais de uma etapa de reindustrialização”.
Sobre o programa
O programa Inova Aerodefesa foi instituído em maio de 2013, com a assinatura de protocolo de intenções entre os ministérios da Defesa; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e o da Ciência, Tecnologia e Inovação. O programa tem vigência de cinco anos, podendo ser prorrogado por igual período. Até 2017, serão liberados, ao todo, R$ 2,9 bilhões.
A iniciativa é dividida em quatro linhas temáticas: aeroespacial, defesa, segurança e materiais especiais. Nesse contexto, podem ser beneficiados projetos acerca de plataformas espaciais, foguetes, sensores, sistemas de identificação biométrica, armas não letais, ligas metálicas, resinas, tubos e propelentes sólidos.
Fotos: Tereza Sobreira e Embraer
Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Petrobras confirma extensão de descoberta em área do pré-sal


Poço é o quarto perfurado na área de Júpiter, na Bacia de Santos.
Segundo empresa, amostras constataram 'grande jazida'.
Reuters
Da Reuters

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A Petrobras informou ao mercado nesta quarta-feira (13) que a perfuração do poço nomeado como Apollonia comprovou a extensão da descoberta na área de Júpiter, onde a empresa disse ter encontrado "grande" reserva de petróleo, gás e condensado, no pré-sal da Bacia de Santos.
O poço, registrado como 3-BRSA-1246-RJS (3-RJS-732), é o quarto perfurado na área de Júpiter, situado a 296 km do litoral do Rio de Janeiro.
Por ser identificado com o código 3, refere-se a um poço exploratório de extensão, que visa delimitar a acumulação de petróleo em um reservatório.
A descoberta, em lâmina d´água de 2.183 metros, está a 8 km a sudoeste do poço descobridor da jazida de Júpiter.
"A perfuração comprovou uma coluna de hidrocarbonetos de cerca de 313 metros, a partir de 5.166 metros de profundidade, com rochas apresentando boas condições de porosidade e permeabilidade", afirmou a estatal em nota ao mercado.
O comunicado também informa que o quarto poço constatou uma coluna de óleo de cerca de 87 metros de espessura e que permanecerá a ser perfurado, já que tem como objetivo atingir a profundidade final de aproximadamente 5.700 metros.
A Petrobras explicou que amostras coletadas no poço apresentaram características semelhantes às encontrados no poço pioneiro de Júpiter e nos dois poços de extensão já perfurados.
As descobertas dos quatro poços de Júpiter, segundo a Petrobras, indicaram uma "grande jazida" de gás (gás natural e CO2), condensado e óleo.
De acordo com informações no site da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Petrobras comunicou à autarquia sobre resultados do quarto poço de Júpiter em 11 de agosto.
Um outro comunicado de descoberta de gás e óleo deste mesmo poço havia sido informado à agencia reguladora em 22 de julho.
Júpiter fica no bloco BM-S-24, que foi arrematado somente pela Petrobras na terceira Rodada de Licitação de Blocos Exploratórios de Petróleo da ANP, por 324.354 reais, em 2001.
Atualmente, o bloco permanece operado pela Petrobras, com 80% de participação, em parceria com a Petrogal Brasil, que tem os 20% restantes.
As empresas, que permanecem realizando o Plano de Avaliação de Descoberta (PAD) de Júpiter, não deram estimativas de volumes para a área.
Apenas quando o PAD for concluído e quando a empresa tiver dados que comprovem a comercialidade da área, a Petrobras poderá apresentar a Declaração de Comercialidade para a ANP.

fonte; G1

sábado, 9 de agosto de 2014

Comercio Russia/China


"The Russian and Chinese central banks have agreed a draft currency swap agreement, which will allow them to increase trade in domestic currencies and cut the dependence on the US dollar in bilateral payments."

Tradução: Os bancos centrais russos e chineses concordaram um projecto de acordo de cambial, o que lhes permitirá aumentar o comércio em moedas nacionais e cortar a dependência do dólar nos pagamentos bilaterais.

Explicação: Por esse motivo entre outros os EUA invadiram o Iraque para derrubar um Ditador, que ameaçava não comercializar em dolar, Obama manda invadir agora a Russia ou a China!!! "...E agora José, José para onde..."

Fonte: Question More

terça-feira, 5 de agosto de 2014

A PREDOMINÂNCIA DA DOUTRINA NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS NA AMÉRICA

Durante os séculos XIX e XX, as doutrinas que prevaleceram no continente americano no desenvolvimento das relações internacionais marcaram de forma significativas as ações diplomáticas para o presente.
O pensamento diplomático no período evidenciou o unilateralismo e buscou de forma própria sintetizar os ideários do pan-americanismo e o monroeismo estadunidense . Nesse sentido, Diniz (2012, p. 63) aponta que da síntese dessas duas doutrinas surge uma terceira denominada doutrina Andrada compreendida na vital importância da mentalidade épica de um destino em comum e a política centrada na união dos países sul-americanos de forma independente na América.
O pan-americanismo latino agrega à compreensão da solidariedade latino-americana adjunta à luta pela independência na América hispânica, com a ideia de anfictiônica , como um governo supranacional da sociedade hispano-americana surgido no Tratado do Panamá e tendo como seu principal referente Simon Bolívar em sintonia para a integração política e econômica do continente com os aparatos criados no congresso do Panamá em 1826, para Diniz (2012, p. 63), em dicotomia há intenção da doutrina Monroe em 1823, suas raízes são advindas da Guerra de Secessão e portadora do sentimento sistêmico de relacionamento interestatal estadunidense que à época buscava a distinção da Europa absolutista e expansionista.
À margem e influenciada pelas ideias de independência e separatismo vindos da América espanhola, e por outro lado, dos Estados Unidos, a diplomacia brasileira respondeu mantendo elementos dos dois ideários. É possível ver o surgimento de um americanismo refletido na diplomacia do Brasil o conteúdo da Doutrina Andrada como aponta Diniz (2012, p. 63). Para o autor essa matriz diplomática é fundada nos aspectos “Nosso destino” e “União” centrado na política e nos componentes histórico e geográfico.
Sua avançada formulação colocava como prioridade da política externa a superação da vulnerabilidade externa, que se expressava pela defesa da unidade territorial e a busca de maior autonomia decisória do Estado Brasileiro em relação dos centros de poder, distanciando-se do paradigma das disputas ibéricas, que pautava as tensões entre as Américas hispânica e portuguesa. De igual modo, a política externa era vista como fonte de superação das disparidades internas, sendo por isso uma via para o desenvolvimento nacional (DINIZ, 2012, p. 64).
O pensamento diplomático brasileiro de forma própria e enfrentando desafio desde seu nascedouro, de acordo com Diniz (2012), foi forçado para tarefa de igual singularidade a partir de um país único em dialeto português cercado por uma maioria espanhola, ativa e servidora da integridade do território nas fronteiras e/ou para a integração desenvolvimentista pretendida pelo Brasil, aliada as ações militares de instalação de fortificações na Amazônia. Todavia, as ideias assimétricas da diplomacia e dos fardados brasileiros, em que pese a assimetria do segundo ao primeiro, são portadoras do ideário evocado por José Bonifacio de Andrada, José Maria da Silva Paranhos, Rui Barbosa.
A instabilidade das fronteiras e da manutenção do território torna-se preocupação constante dos países, que a predominância de uma ou outra doutrina poderia significar o equilíbrio das relações ou o caminho para ingerência sobre a soberania estatal das nações no continente sul-americano.
Para Rio Branco, a melhor maneira de se proteger contra atentados a soberania era garantir a estabilidade política da região na busca pela consolidação e ampliação da amizade brasileira com os países da America espanhola (CARDIN, 2002,).
A compreensão do trecho acima passa pela necessidade da integração respeitando os desequilíbrios existentes no desenvolvimento da América do Sul, além da percepção endógena referenciada no contexto de ausência estatal nas regiões periféricas, fragilidade das instituições, crise econômica e ameaça a soberania, ou na forma exógena, vinda da intervenção e mais pensamento estranhos aos países latino-americanos.
A análise de Cardin (2002) inclui Rio Branco no quadro de pretensão de integração pela via diplomática brasileira e o pensamento que a soberania brasileira depende de um grau de integração com destaque para as regiões Andina e Amazônica, até porque, as áreas carecem de desenvolvimento. E por tanto, sensíveis de interferência externa na lógica unilateral da doutrina estadunidense.
Dentro dessa lógica unilateralista a colaboração pretendida pelos Estados Unidos desnuda seu interesse pela America Latina. A expressão dessa vontade é vista na área econômica ou na intervenção nos assuntos internos das nações sul-americanas, já no campo das ideias a manifestação desse interesse espelha-se no pan-americanismo tendo como base no destino manifesto e solidariedade hemisférica com origem nas matrizes imperialistas europeias.
Segundo Bueno (1906), A União Pan-Americana pretendida pelos Estados Unidos assemelhava-se ao ocorrido na Europa nos paralelos do pan-germanismo, pan-eslavismo, que reproduziram a supremacia dos países-chave. O pan-americanismo conduzido pelos ianques retratava a vontade de hegemônica no processo de abertura para uma economia liberalizada e tendo a America Latina como área de expansão econômica e cultural, provocando nos países sul-americanos o temor da consolidação definitiva da hegemonia dos Estados Unidos.
Longe disso, o ideário de Simon Bolívar estava em assimetria à política imperialista da coroa britânica, isto visto, na diplomacia e na presença militar na América. E distinta do pan-americanismo evocado pelos Estados Unidos em consecução ao “Destino Manifesto”, tanto é que o verificado na História da América latina foi uma sucessão de interferências ianques que provocaram uma descontinuidade no processo institucional da região.
Para entender o processo de unidade e luta existente na America no período, é preciso observar a filosofia aglutinadora do pan-americanismo e a doutrina Monroe dentro da percepção como peças da mesma engrenagem de ascensão de Roosevelt na primeira década do século XX.
A primeira buscava suavizar as ações imperialistas da segunda no que diz respeito ao produto do desenvolvimento industrial norte-americano e sua consequência expansionista para o restante do continente. É na lógica de Pereira (2005), que se apresentam os elementos de ascensão dos Estados Unidos no cenário mundial, ocupando de vez o lugar de força imperialista na época.
É nessa quadra política que há a possibilidade de absorção da política externa implementada por Rio Branco em relação à nova potência que surge. Paranhos a frente da diplomacia apoiou várias intenções dos Estados Unidos no continente. Na percepção de Pereira (2005), Rio Branco trabalhou para ter a potência do norte como aliada nas pretensões do Brasil no hemisfério.
Subcapitulo do Trabalho de Conclusão de Curso do Discente AUGUSTO CLEYBE RIBON de titulo "ASSIMETRIAS ENTRE FORÇAS ARMADAS E DIPLOMACIA NA AMAZÔNIA"
Trabalho de Conclusão do Curso apresentado para obtenção da graduação no Curso de Ciências Sociais da Faculdade de Ciências Sociais, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal.
Orientador: Prof. MSc. José Cauby Soares Monteiro

terça-feira, 29 de julho de 2014

Ucrânia: O que viram os satélites dos EUA sobre o avião derrubado

publicado em 29 de julho de 2014 às 12:51

voo
20 de julho de 2014
O que os satélites espiões da Ucrânia viram?
Robert Parry, no ConsortiumNews.com
No calor da última histeria de guerra da mídia norte-americana – que correu para culpar o presidente russo Vladimir Putin pela queda do avião de passageiros da Malaysia Airlines – existe a mesma ausência de ceticismo que fez barulheira no Iraque, na Síria e em outros lugares – perguntas essenciais não são feitas ou respondidas.
A pergunta que não quer calar a respeito da catástrofe sobre a Ucrânia é: o que as imagens dos satélites espiões norte-americanos mostram?
É difícil acreditar que, com toda a atenção que o serviço de espionagem norte-americano tem prestado ao leste da Ucrânia nos últimos seis meses, o transporte de vários sistemas Buk de mísseis antiaéreos da Rússia para a Ucrânia e depois de volta à Rússia não aparecem em lugar algum.
Sim, existem limites para o que os satélites espiões norte-americanos podem ver. Mas os mísseis Buk têm cerca de 16 pés de comprimento e em geral são montados no topo de tanques ou caminhões.
O voo 17 da Malaysia Airlines também caiu durante a tarde, e não à noite, o que significa que a bateria de mísseis não estava escondida pela escuridão.
Então por que essa pergunta sobre as fotos do espião norte-americano dos céus – e o que elas revelam – não está sendo feita insistentemente pela mídia norte-americana?
Como o Washington Post pode publicar uma matéria de primeira página, como a que foi publicada no domingo com o título definitivo: “Oficial americano: russos deram o sistema”, sem exigir das autoridades detalhes a respeito do que revelam as imagens de satélite?
Ao contrário, Micchael Birnbaum e Karen DeYoung do Post escreveram de Kiev:
“Os Estados Unidos confirmaram que a Rússia forneceu lançadores de mísseis sofisticados aos separatistas da Ucrânia do leste e foram feitas tentativas de transportá-los de volta através da fronteira com a Rússia depois que o avião da Malaysia foi derrubado, disse uma autoridade norte-americana no sábado. ‘Nós acreditamos que eles estavam tentando levar de volta para a Rússia pelo menos três sistemas Buk (lançadores de mísseis)’, disse. O serviço de espionagem norte-americano estava ‘começando a ter indícios … há pouco mais de uma semana, de que lançadores russos foram lavados para a Ucrânia, disse a fonte … cuja identidade não foi revelada pelo Post para que ele  discutisse assuntos de espionagem”.
Mas veja como são vagas as afirmações: “Nós acreditamos”, “começando a ter indícios”. E nós devemos acreditar – e, ainda mais relevante, os jornalistas do Washington Post de fato acreditam – que o governo norte-americano com seus serviços de espionagem de primeira não conseguem encontrar três caminhões lentos, cada um carregando enormes mísseis de longo alcance?
O que uma fonte me contou, fonte que já me passou informações precisas em assuntos semelhantes no passado, é que as agências de espionagem norte-americanas têm imagens de satélite detalhadas das baterias de mísseis que provavelmente lançaram o míssil fatal, mas a bateria parece estar sob o controle de tropas do governo ucraniano, vestindo o que parecem ser uniformes ucranianos.
A fonte disse que os analistas da CIA ainda não eliminaram a possibilidade de que as tropas fossem na verdade rebeldes do leste da Ucrânia vestindo uniformes semelhantes, mas a avaliação inicial era de que as tropas eram compostas por soldados ucranianos.
Também foi sugerido que os soldados envolvidos eram possivelmente bêbados indisciplinados, já que as imagens mostram o que pareciam ser garrafas de cerveja espalhados no local, disse a fonte.
Mas, ao invés de pressionar para ter mais detalhes, a grande mídia norte-americana simplesmente passou adiante a propaganda vinda do governo ucraniano e do Departamento de Estado, inclusive ecoando o fato de que o Sistema Buk é “feito na Rússia”, um fato insignificante que é muito repetido.
No entando, usar o argumento do “feito na Rússia” sugere que a Rússia pode ter envolvimento na derrubada do avião, o que é no mínimo enganador e claramente planejado para influenciar os mal informados norte-americanos.
Como o Post e outros meios de comunicação certamente sabem, o exército ucraniano também opera sistemas militares feitos na Rússia, inclusive as baterias antiaéreas Buk; assim, a origem da fabricação não tem valor algum de prova.
Apoiando o regime ucraniano
A maior parte das denúncias contra a Rússia vem de afirmações feitas pelo regime ucraniano, que nasceu de um golpe de estado inconstitucional contra o presidente eleito Viktor Yanukovych no dia 22 de fevereiro.
A derrubada dele veio depois de meses de protestos massivos, mas o golpe mesmo foi liderado por milícias neonazistas que ocuparam prédios do governo e forçaram autoridades do governo Yanukovych a fugir.
Em reconhecimento ao papel chave desempenhado pelos neonazistas, que são ideologicamente descendentes das milícias ucranianas que colaboraram com os nazistas da SS na Segunda Guerra Mundial, o novo regime deu a esses nacionalistas da direita radical o controle de diversos ministérios, inclusive do departamento de segurança nacional, que está sob o comando do antigo ativista neonazista Andriy Parubiy.
Foi esse mesmo Parubiy que os jornalistas do Post procuraram para obter informação que condenasse os rebeldes ucranianos do leste e os russos com relação à catástrofe da Malaysian Airlines.
Parubiy acusou os rebeldes da vizinhança da área do acidente de destruírem provas e de tentarem esconder algo, outro tema que ecoou na grande mídia norte-americana.
Sem se preocupar em informar os leitores a respeito do passado neonazista de Parubiy, o Post o citou como uma testemunha confiável, declarando: “Será difícil conduzir uma investigação completa já que alguns objetos foram retirados, mas faremos o possível”.
Em contraste com as declarações de Parubiy, o regime de Kiev na realidade tem um histórico terrível em matéria de falar a verdade ou de levar a cabo investigações sérias a respeito de crimes contra os direitos humanos.
Ainda estão sem resposta as perguntas a respeito da identidade dos atiradores de elite que atiraram contra policiais e manifestantes na Maidan, no dia 20 de fevereiro, o que deflagrou uma escalada de violência que levou à derrubada de Yanukoviych.
Além disso, o regime de Kiev não esclareceu os fatos a respeito da morte de vários russos étnicos incendiados no prédio da Associação de Comércio de Odessa no dia 2 de maio.
O regime de Kiev também enganou o New York Times (e aparentemente o Departamento de Estado) quando disseminou fotos que supostamente mostravam militares russos dentro da Rússia e mais tarde dentro da Ucrânia.
Depois que o Departamento de Estado endossou a “prova”, o Times deu destaque à reportagem no dia 21 de abril, mas na verdade uma das fotos-chave, supostamente tirada na Rússia, foi na verdade tirada na Ucrânia, destruindo a premissa da reportagem.
Mas aqui estamos novamente, nos apoiando na grande mídia norte-americana, para verificar denúncias feitas pelo regime de Kiev sobre algo tão delicado quanto a Rússia fornecer mísseis antiaéreos sofisticados – capazes de derrubar aviões voando em alturas elevadas, capazes de derrubar vôos comerciais – a rebeldes mal treinados da Ucrânia do leste.
Essa é uma acusação tão séria que poderia levar o mundo à segunda Guerra Fria e, possivelmente – se houver outros erros como este – a um confronto nuclear.
Esses momentos pedem um profissionalismo jornalístico extremo, especialmente ceticismo com relação à propaganda de partes envolvidas.
Ainda assim, o que os norte-americanos viram publicado nos principais meios de imprensa, liderados peloWashington Post e pelo New York Times, foram artigos dos mais inflamados baseados em grande parte em aurtoridades ucranianas não confiáveis e no Departamento de Estado, o principal instigador da crise na Ucrânia.
No passado recente, esse tipo de jornalismo desleixado levou a massacres no Iraque – e contribuiu para a quase deflagração de guerras na Síria e no Irã – mas agora os riscos são bem maiores.
Não importa o quão divertido seja acumular desprezo por uma variedade de “vilões designados”, como Saddam Hussein, Bashar al-Assad, Ali Khamenei e agora Vladimir Putin. Esse desleixo está levando o mundo a um momento muito perigoso, possivelmente o último.

Tradução de Heloisa Villela

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Aviação russa suspeita que alvo era avião de Putin

O avião presidencial russo (acima) e um Boeing 777 da Malaysia Airlines
Uma fonte não identificada da Rosaviatsia (Aviação Russa), a agência que controla e regula o sistema aéreo da Rússia, disse nesta quinta-feira (17) à agência de notícias Interfax que o avião da Malaysia Airlines que foi abatido por um míssil foi confundido como sendo o avião presidencial russo, um Ilyushin-96.
Destroços do avião da Malaysia Airlines
"Quem abateu o Boeing 777 da Malaysia Airlines, poderia ter como alvo um atentado contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin, informa a agência russa.
“Posso dizer que o avião do presidente russo e o Boeing malaio intersectaram-se no mesmo ponto e no mesmo nível de voo, mas em momentos diferentes. Isso aconteceu perto de Varsóvia no nível de voo 330 numa altitude de 10.100 metros. O avião do Vladimir Putin estava lá às 16h21, hora de Moscou, o avião malaio às 15h44, hora de Moscou”, disse uma fonte na agência Rosaviatsia.
A fonte sublinhou que “contornos dos aviões são parecidos, assim como as dimensões. Quanto às cores, numa distância tão grande são quase idênticas”.
O presidente russo, Vladimir Putin, informou seu homólogo norte-americano, Barack Obama, sobre a queda da aeronave civil da Malaysia Airlines na Ucrânia, segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa do Kremlin.
Além disso, Putin expressou suas condolências ao primeiro-ministro da Malásia, Najib Tun Razak, em conexão com o acidente, que resultou em inúmeras mortes.
O presidente russo pediu para transmitir suas mais sinceras palavras de simpatia e apoio às famílias e amigos das vítimas. 
Unidades da milícia da auto-proclamada República Popular de Donetsk chegaram ao lugar onde caíram os destroços principais do Boeing 777 da Malaysia Airlines.
Segundo a agência russa de notícias Interfax, o vice-premiê Andrei Purgin declarou que os milicianos encontraram dezenas de corpos pelo local, inclusive de várias crianças.
"Unidades da milícia já estão no local. Elas encontraram que há muito mortos, inclusive crianças", segundo declarou Purgin à Interfax. Segundo dados preliminares entre as vítimas há 80 crianças e 23 cidadãos dos EUA.
O premiê da República Popular de Donetsk, Alexander Borodái, anunciou que as autodefesas estão dispostas a declarar uma trégua de 3 dias com Kiev para que se possa fazer uma investigação do acidente com o avião malaio.
A tragédia de Boeing 777 foi uma provocação de militares ucranianos, considerou o primeiro-ministro da República Popular de Donetsk Alexander Borodai. De acordo com ele, os milicianos não dispõem de armamentos de defesa antimíssil para abater um avião numa altitude de 10 mil metros.
Ele observou que o avião foi abatido por meio de mísseis Buk. O sistema de mísseis antiaéreos Buk se destina à defesa aérea de tropas e instalações. O complexo é capaz de atingir alvos a altitudes de até 25 quilômetros.
O avião estava voando a uma altitude de 10 mil metros sobre o território da Ucrânia, dentro do corredor internacional.
O presidente da União Federal dos Controladores de Tráfego Aéreo, Serguei Kovalev, tinha anunciado a proibição de sobrevoar o território da região de Donetsk devido aos combates.
De acordo com os dados mais recentes no acidente morreram 300 pessoas, 285 passageiros e 15 tripulantes. Anteriormente relataram 285 mortos.
As brigadas de serviços para situações de emergência continuam trabalhando no local.
Conforme declarou o porta-voz da organização mundial, Farhan Hak, respondendo a uma pergunta de um jornalista da Itar-Tass, a ONU não tem informações detalhadas sobre o que aconteceu.
"Esta é uma tragédia, e todos os nossos pensamentos estão com o destino dos passageiros, da tripulação e de suas famílias", disse ele.
Do Portal Vermelho, com informações da Russia Today e Voz da Rússia

domingo, 27 de julho de 2014

Pesquisador faz balanço do desenvolvimento na Amazônia

Universidade Federal do Mamazonas (UFAM)


Os avanços e as dificuldades do projeto Integrando a Amazônia foram abordados em uma mesa-redonda realizada na sexta-feira (25), durante a 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorreu em Rio Branco (AC).


Durante o debate, o presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e pesquisador do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Marcelo Viana, informou que a SBM planeja incentivar “a parte menos satisfatória do projeto”: a plena integração das oito universidades à comunidade nacional da área.

“Estamos trabalhando para levar mais professores e, sobretudo, alunos da região a fazerem estágios nos centros mais desenvolvidos do País”, disse Viana.

Outro objetivo destacado é a criação de programas de pós-graduação nas universidades. “Nós partilhamos a ideia de que deve ser promovida a formação na própria Amazônia, para facilitar a fixação dos pesquisadores”, defendeu Viana.

“Na área de matemática, existem dois programas de mestrado, um na UFPA e outro na UFAM, e, há cerca de quatro ou cinco anos, essas duas universidades se juntaram para criar um programa de doutorado”, complementou o pesquisador.

Viana lembrou que, há duas décadas, não havia pós-graduação consolidada na Região Norte. “Então, sou do time dos otimistas que acreditam que, com trabalho e com recursos, que são insuficientes, mas existem, é possível fazer uma mudança muito profunda no cenário da matemática”, previu Viana.

“Temos um doutorado está em construção. Isso quer dizer que daqui a 15 anos nós podemos ver alguém dizendo que Macapá está à altura de Manaus e Belém. Só tem que fazer o dever de casa. Todos nós temos que fazer o dever de casa”, afirmou o pesquisador.

A mesa-redonda da SBPC também teve como palestrantes as matemáticas Flávia Jacinto, da Ufam, Rubia Nascimento, da UFPA, e Simone Delphin, da Unifap, com participação de pesquisadores de outras universidades envolvidas.

Integrando a Amazônia

A iniciativa é organizada pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e busca desenvolver e consolidar atividades de pesquisa e pós-graduação na Região Norte.

Previsto para ocorrer de agosto de 2011 a julho de 2015, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), o projeto estimula atividades de pesquisa e ensino de Matemática, nos níveis de iniciação científica e pós-graduação.

O CNPq fornece periodicamente 40 bolsas de iniciação científica para o projeto, distribuídas uniformemente às universidades federais do Acre (UFAC), do Amapá (UNIFAP), do Amazonas (UFAM), do Pará (UFPA), do Oeste do Pará (UFOPA), de Rondônia (UNIR), de Roraima (UFRR) e do Tocantins (UFT).

A cada dois anos, o projeto organiza o Colóquio de Matemática da Região Norte (CMRN), que costuma reunir de 400 a 500 pesquisadores e estudantes de todos os estados da Amazônia. A terceira edição do CMRN ocorrerá em Manaus, de 13 a 17 de outubro.

Fonte: Ministério da Ciência e Tecnologia(via portal vermelho)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

quarta-feira, 9 de julho de 2014

VI Cúpula do BRICS



O Brasil sediará, nos dias 14, 15 e 16 de julho de 2014, a VI Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do BRICS, que se desdobrará em Fortaleza e Brasília.
Na VI Cúpula, o BRICS conferirá ênfase à inclusão social e ao desenvolvimento sustentável. Sua discussão será orientada pelo tema “Crescimento inclusivo: soluções sustentáveis”. A Cúpula dará início ao segundo ciclo do BRICS, após cada país membro ter sediado uma reunião de Líderes.
A Cúpula de Fortaleza permitirá aos BRICS mostrar os avanços já alcançados, e dar sequência às discussões com vistas à realização do amplo potencial do grupo. Desde a primeira Cúpula, em 2009, o BRICS tem consolidado seu papel como uma força positiva para a democratização das relações internacionais e para o aprimoramento das instituições de governança internacional existentes. Além disso, o BRICS também tem construído uma sólida parceria, com iniciativas de cooperação entre seus membros em mais de 30 áreas distintas.
Entre outros temas, os mandatários dos BRICS deliberarão sobre o Arranjo Contingente de Reservas (CRA) e sobre o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD). O CRA constitui linha de defesa adicional para os países do BRICS em cenários de dificuldades de Balanço de Pagamentos. O NBD financiará projetos de infraestrutura e de desenvolvimento sustentável.
Em Brasília, no dia 16, ocorrerá reunião de trabalho entre os mandatários dos BRICS e Chefes de Estado e de Governo da América do Sul. O diálogo dos Líderes do BRICS com seus contrapartes sul-americanos se insere na prioridade concedida aos países em desenvolvimento na estratégia de "outreach" do BRICS.
No dia 14, serão realizadas, em Fortaleza, no contexto da Cúpula do BRICS, reunião dos Ministros das Finanças e Presidentes dos Bancos Centrais, reunião dos Ministros do Comércio, reunião de Presidentes de Bancos de Desenvolvimento Nacional, Foro Empresarial e encontro do Conselho Empresarial do BRICS.
O Foro Acadêmico do BRICS foi realizado no Rio de Janeiro, em 18 e 19 de março de 2014, e a reunião do Conselho de Think Tanks foi realizada no Rio de Janeiro, em 17 de março de 2014.

acesse: Itamaraty

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Empresa japonesa venderá sensores militares aos Estados Unidos


A empresa japonesa Mitsubishi Heavy Industries exportará sensores que os Estados Unidos utilizam nos mísseis Patriot e, por sua vez, a Casa Blanca cogita revendê-los ao Catar, denunciou o site do jornal Tokiota Nikkei nesta segunda-feira (7).

O plano do consórcio japonês tem grandes chances de ser aprovado no final de julho, ainda mais porque o governo modificou, em abril deste ano, um artigo constitucional para permitir a venda de armas ao exterior.

acesse: http://www.vermelho.org.br/noticia/245402-9

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Atitude e alta tecnologia garantem soberania do país

O Brasil é uma das maiores economias do planeta, uma potência em expansão. Fomos escolhidos como sede dos principais eventos esportivos. Estamos em evidência e em constante progresso, mas como vamos assegurar que tudo isso permaneça como legado para as gerações seguintes? Qual a importância da defesa nacional?


Fonte: portal vermelho

Desintegração do Iraque favorece EUA e Israel

Mapa
 Ao precisar que o Iraque já é um país "dividido" e a independência é um direito dos curdos, Barzani acusou o governo de Bagdá de implementar políticas catastróficas. Ao precisar que o Iraque já é um país "dividido" e a independência é um direito dos curdos, Barzani acusou o governo de Bagdá de implementar políticas catastróficas.




Qualquer decisão para desintegrar o Iraque favorece o plano estadunidense-israelense e é uma traição a esse território, declarou na terça-feira (1º/7) o presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, Alaeddin Boruyerdi.

Referindo-se às recentes declarações do primeiro- ministro israelense, Benyamin Netanyahu, que apoiou a suposta independência do Curdistão iraquiano, Boruyerdi assegurou que dar um passo adiante a este respeito beneficia os objetivos que o regime israelense busca alcançar na região. 


"Dado que as autoridades curdas fazem parte do governo do Iraque e se consideram cidadãos iraquianos, seu fervor nacional determina que rechacem qualquer desintegração de seu país", manifestou Boruyerdi.

"É normal que a República Islâmica do Irã se oponha seriamente à desintegração de qualquer país islâmico", disse o parlamentar persa, para logo insistir em conservar a integridade territorial do Iraque.

Na terça-feira, o presidente da região autônoma iraquiana do Curdistão, Masud Barzani, deu a conhecer que tem planos de realizar, dentro de alguns meses, um referendo sobre a independência dessa região autônoma.

Ao precisar que o Iraque já é um país "dividido" e a independência é um direito dos curdos, Barzani acusou o governo de Bagdá de implementar políticas catastróficas que levaram os elementos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) a se aproximarem das fronteiras curdas. 

Fonte: HispanTV e Portal Vermeho

Rússia e EUA são responsáveis pela estabilidade mundial


O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira (4) em uma mensagem a seu colega estadunidense, Barack Obama, que ambos os países têm a responsabilidade pela manutenção da estabilidade internacional e devem cooperar em benefício do mundo inteiro.

Uma mensagem do líder russo a Obama pelo Dia da Independência dos Estados Unidos, destaca que Washington e Moscou como potências com responsabilidade especial em relação à estabilidade e à segurança internacional devem promover a cooperação não só no interesse de seus povos.


Putin reafirmou a esperança de que as relações entre ambos países continuem se desenvolvendo apesar de todas as dificuldades e divergências, e "sobre um fundamento pragmático e igualitário" de respeito mútuo, informa um comunicado do serviço de imprensa do Kremlin.

Depois do golpe de estado na Ucrânia em 22 de fevereiro com o apoio direto dos Estados Unidos e a rejeição da Rússia, as relações entre ambas potências pioraram.

Devido à ameaça de grupos neofascistas usados como tropa de choque pela oligarquia que tomou o poder em Kiev, a península da Crimeia realizou um referendo no qual 96,77% da população apoiou a independência em relação à Ucrânia e a reunificação com a Rússia.

Moscou apoiou essa iniciativa que derroga a decisão tomada pelo Partido Comunista da União Soviética em 1954 de colocar sob jurisdição da República Socialista da Ucrânia essa península que foi parte de Rússia desde 1783.

Washington e seus aliados europeus reagiram impondo sanções contra vários políticos, empresários e corporações russas, decisão que Moscou qualifica de contraproducente.

Sob pressão da Casa Branca, o Ocidente mantém a ameaça de ampliar sua represália e em particular causar dano a setores da economia russa se o conflito provocado pelo golpe de estado na Ucrânia não diminuir de tensão.

Em declarações ao diário Kommersant, o vice-chanceler russo Serguei Ryabkov advertiu que Washington faz das sanções uma nova arma ofensiva, e explicou que, ainda que Moscou não pensa em se deixar arrastar a uma "corrida armamentista", tem direito a procurar as formas de se defender.

Dá a impressão de que nas estruturas de poder de Washington se chegou à conclusão de que às vezes é mais fácil e barato recorrer às sanções que à tradicional utilização da força militar contra alguém. Isto é, estamos perante uma nova arma ofensiva, disse o vice-ministro.

Ryabkov explicou que a Rússia não se propõe a participar de uma corrida armamentista nem dar uma resposta simétrica.

"Não o faremos. Mas nos vemos obrigados a procurar um antídoto, uma arma defensiva frente à ofensiva. É o que vamos fazer", reafirmou o vice-ministro.

Fonte: Prensa Latina e Portal vermelho

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Pela 1ª vez, EUA e China realizam exercícios navais juntos

Os maiores exercícios militares navais do mundo acontecerão no Havaí e envolverão 26 mil soldados de 24 países. China vai enviar mais de 1.000 homens

Porta-aviões americano USS John C. Stennis faz exercício no Golfo Pérsico
Porta-aviões americano USS John C. Stennis faz exercício no Golfo Pérsico (Reuters)
Os Estados Unidos se preparam para realizar, a partir desta quinta-feira e até o dia 1º de agosto, os maiores exercícios navais do mundo, que acontecerão no Havaí e que contarão, pela primeira vez, com a participação da China, além das Marinhas de outros 22 países. As manobras Rimpac, que usarão a histórica base Pearl Harbor, no Havaí, contarão com cerca de 50 navios, seis submarinos e mais de 200 aeronaves e 26.000 soldados, conforme antecipou o Pentágono em maio. Rimpac é uma abreviação para ‘Rim of the Pacific Exercise’, ou ‘exercício da borda do Pacífico’, em tradução livre.
Entretanto, o que chama mais atenção nesses exercícios militares é a presença da China, que vai enviar a segunda maior frota para as manobras, atrás apenas dos anfitriões. O contingente chinês inclui o contratorpedeiro Haikou, a fragata com mísseis teleguiados Yueyang, a embarcação de abastecimento Qiandaohu, o navio hospital Arca da Paz, dois helicópteros, um cargueiro e um esquadrão de mergulho. O número total de oficiais e soldados que participarão das manobras chega a 1.100, de acordo com a agência oficial de notícias da China, a Xinhua.

Segundo a agência chinesa, o subcomandante da Marinha do país asiático, Xu Hongmeng, afirmou que a participação do Exército Popular de Libertação (EPL) chinês é “parte dos esforços para construir um novo tipo de modelo de contatos” entre as duas maiores potências mundiais e suas Forças Armadas. Daniel Russel, secretário adjunto da divisão da Ásia Oriental e do Pacífico no Departamento de Estado americano, disse nesta quarta-feira que Washington busca um aprofundamento da cooperação militar com Pequim, em um depoimento no Comitê de Relações Exteriores do Senado sobre o futuro das relações entre EUA e China.
“Isso inclui não só o aprofundamento dos mecanismos de diálogo institucionalizados, mas também o convite aos chineses para que se juntem aos exercícios de cooperação regionais, assim como um aumento das conversas com a China sobre a segurança operacional na região”, disse Russel. O secretário mencionou que a inclusão da China nas manobras Rimpac reflete essa vontade de aproximação e, além disso, que os EUA pretendem continuar com os intercâmbios de alto nível entre as Forças Armadas dos dois países.
O contato entre os Exércitos chinês e americano começou no ano passado, com a organização de encontros de alto nível nos dois países e algumas manobras conjuntas. Porém, a aproximação acontece em um momento de tensões entre EUA e China, devido às contínuas acusações de espionagem cibernética entre os dois países e as disputas de Pequim com vários países vizinhos – alguns deles aliados históricos de Washington, como o Japão – sobre a soberania de alguns territórios na Ásia-Pacífico.
“A Marinha chinesa está aberta à cooperação internacional. Atualmente existem atritos entre China e EUA, como a segurança cibernética e os problemas nos Mares da China Meridional e Oriental, mas aceitamos o convite dos EUA para participar das Rimpac porque é normal ter desavenças”, disse o capitão chinês Zhang Junshe. O Rimpac tem como objetivo apoiar a cooperação e a coordenação entre as Marinhas no mundo para garantir a segurança no tráfego marítimo e a segurança oceânica.
A primeira operação ocorreu em 1971 e, desde então, acontece a cada dois anos no Havaí sob o comando da Frota do Pacífico da Marinha dos Estados Unidos, que tem seu quartel-general em Pearl Harbor – o porto que foi atacado pelos japoneses em 1941 e acelerou a entrada dos EUA na II Guerra Mundial. Além de China e EUA, participam das manobras: Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Colômbia, França, Índia, Indonésia, Japão, Malásia, México, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Peru, Coreia do Sul, Filipinas, Cingapura, Tailândia, Tonga e Grã-Bretanha.
Filipinas – Os EUA irão desmantelar uma força-tarefa de combate ao terrorismo nas Filipinas, composta por centenas de forças de elite, depois de mais de uma década ajudando a combater militantes ligados à Al Qaeda no sul das ilhas. O porta-voz da embaixada dos EUA nas Filipinas, Kurt Hoyer, afirmou que o sucesso da força tarefa fez os planejadores darem início a um plano de transição, no qual ela deixará de existir. Algumas tropas permanecerão para garantir que os militantes não conseguirão se recuperar.
Portal VEJA(Com agência EFE)

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Cinturão britânico

Cinturão britânico no atlântico sul demonstra o DNA saxônico para imperialismo na preservação de posições estratégicas e cerco as riquezas naturais do Atlântico sul constituindo ameaça constante ao países da America do Sul em especial ao Brasil e Argentina.

Possessões como: Ascensão, Santa Helena, Tristão da Cunha, Gouch, Sandwich do Sul, Georgia do Sul, Órcadas do Sul, Malvinas, reforçam a visão de que os países sulamericanos estão sobre vigilância constante do armada inglesa.

"Sabe porque as revistas inglesas Economist e Financial Times vêm metendo o malho no Brasil e na Petrobras? Veja abaixo que, todas as 8 ilhas, entre o Brasil e a África, que ficam ao longo da costa brasileira, em cima do pré-sal, são controladas pela Inglaterra, antigo aliado dos EUA. Lembro que os EUA não reconhecem na ONU as 200 milhas náuticas da costa do Brasil. Entendeu porque é estratégico ter as 2 empresas estatais de petróleo da China como sócias no pré-sal? Ajuda a afastar do pré-sal a mão grande dos EUA e Inglaterra." autor: Stanley Burburinho.

segunda-feira, 24 de março de 2014

A ópera, a guerra e a ressurreição da Rússia

Vinte anos após derrota e colapso da União Soviética, país retomou comando de sua economia e enorme influência internacional. Como isso foi possível?

por José Luis Fiori — publicado 21/03/2014 17:38
[Este é o blog do site Outras Palavras em CartaCapital. [Publicado originalmente em 30/5/2008, no Caderno Brasildo Le Monde Diplomatique]
Relembro, porque me causou uma profunda impressão. Uma montagem russa da óperaGuerra e Paz, de Serguei Prokofiev, na Bastilha. Era 1998, a União Soviética havia desaparecido, e a Rússia estava humilhada e destruída. A ópera Guerra e Pazestreou no Teatro Maly, em Leningrado, no dia 12 de junho de 1946, pouco depois da invasão e expulsão das tropas alemãs, e da vitória russa, na Segunda Guerra Mundial; e conta a história da invasão e expulsão das tropas francesas e da vitória russa, na guerra com Napoleão Bonaparte, em 1812. Na última cena, o povo e os soldados russos cantam juntos uma peroração apoteótica, proclamando a eternidade do “espírito russo”. Com força, emoção, convencimento, inesquecível.
E, de fato, depois da destruição de 1812, a Rússia se reconstruiu e se transformou numa das principais potências europeias do século XIX; e depois de 1945, a União Soviética voltou a levantar e se transformou na segunda potência militar e econômica do mundo, na segunda metade do século XX. Como já havia acontecido antes, em 1709, depois da invasão e da expulsão das tropas suecas de Carlos XII, por Pedro o Grande, quando a Rússia começa sua fantástica modernização do século XVIII. Mas em 1998, parecia impossível que isto pudesse acontecer de novo, depois da derrota soviética e da destruição liberal da economia russa. Dez anos depois, entretanto, no momento da posse do seu terceiro presidente republicano, Dmitri Medvedev, a Rússia está de novo de pé, e o “espírito russo” volta a assustar os europeus, e preocupar o mundo. O jornalFinancial Times publicou recentemente um caderno especial sobre a Rússia, onde afirma que “nem Bruxelas nem Washington estão sabendo como tratar com a Rússia, depois de Vladimir Putin, porque a Rússia está cada vez mais disposta a retomar sua posição no mundo, em particular nos países da antiga União Soviética”. (1)
Em 1991, imediatamente depois da dissolução da União Soviética, os Estados Unidos e a União Européia, se colocaram o problema, e se atribuíram a tarefa de “administrar” a desmontagem do “império russo”. Por causa de suas conseqüências econômicas, e por causa do problema geopolítico da Europa Central. Para os Estados Unidos, o objetivo fundamental era impedir o surgimento de uma “terra de ninguém” no leste europeu. Por isto lideraram a expansão imediata das fronteiras da OTAN, e a ocupação das posições militares que haviam sido abandonadas pelos soviéticos, na Europa Central. Esta ofensiva estratégica da OTAN e da União Europeia, e sua posterior intervenção militar nos Bálcãs, foi uma humilhação para os russos e provocou uma reação imediata e defensiva que começou, exatamente, pela vitória eleitoral de Vladimir Putin, em 2000, e a retomada, pelo seu governo, de uma estratégia militar agressiva, depois de 2001.
Durante suas duas administrações, o presidente Putin, manteve a opção pela economia de mercado, mas recentralizou o poder, e reconstruiu o estado e a economia russa, refazendo seu complexo militar-industrial, e nacionalizando seus recursos energéticos. A Rússia ainda detém o segundo maior arsenal atômico do mundo, e o governo Putin aprovou uma nova doutrina militar que autoriza o uso de armamento nuclear, mesmo em caso de um ataque convencional à Rússia, na hipótese de fracassarem outros meios para repelir o agressor. Além disto, o novo governo russo alertou os Estados Unidos – ainda no ano 2000 — para a possibilidade de uma corrida nuclear, caso insistissem no seu projeto de criação de um “escudo anti-balístico” na Europa Central.
O interessante, do ponto de vista da história russa, é que agora de novo, como no passado, depois de 2001, também a economia russa se recuperou e voltou a crescer a uma taxa média anual de 7%, puxada pelos preços do petróleo e das commodities, e sustentada por um boom de consumo e de investimento interno. Este crescimento – liderado pelas grandes empresas estatais do setor de energia e armamentos — multiplicou seis vezes o produto interno da Rússia, que já superou o PIB da Itália, e deve superar o PIB da França, nos próximos dois anos. Dez anos depois da sua moratória, a Rússia detém a terceira maior reserva em moeda estrangeira do mundo, depois da China e do Japão, e seus salários subiram de uma média de U$ 80 dólares por mês, no ano de 2000, para U$ 640, no ano de 2007, quando a economia russa alcançou seu nível de atividade anterior à grande crise. E neste clima de boom econômico, o novo presidente Dmitri Medvedev convocou, recentemente, os empresários russos a copiar o modelo chinês e aderir à onda global de aquisição de empresas estrangeiras, para acelerar ainda mais economia russa, e reduzir a sua dependência tecnológica.
Ou seja, quinze anos depois da derrota e do colapso da União Soviética, o estado russo retomou o comando de sua economia e de sua inserção internacional. E tudo indica, neste início do século XXI, que está recuperando sua importância estratégica, como maior estado territorial do mundo, o único com capacidade de intervenção por terra, através de suas próprias fronteiras, em todo o continente eurasiano. Por isto, é uma rematada bobagem falar da Rússia como uma potência ou uma economia emergente, quando na verdade se trata de uma velha e grande potência que está reocupando sua posição tradicional na Europa, na Ásia Central e no Oriente Médio.
Mas nenhum analista internacional consegue prever os caminhos futuros desta nova ressurreição do “espírito russo”, até porque a Rússia sempre foi mais misteriosa e imprevisível do que a União Soviética. Faz algumas semanas, Andre Klimov, líder liberal da Duma, afirmou que “seria um erro grave, neste momento, alguém pensar que possa fazer com a Rússia o que bem entenda” (2). Palavras que soam como uma advertência suave, como quem quisesse relembrar às demais potências, a mensagem final de Serguei Prokofiev, na sua grandiosa ópera Guerra e Paz : o “espírito russo é eterno”, e ressurgirá sempre de novo, e com mais força, toda vez que o seu sagrado território for invadido, ou que o povo russo for humilhado, como aconteceu várias vezes, na história, e voltou a acontecer, no final do século XX.
-
1. Financial Times, Rússia, Special Report, 18 de abril de 2008, p:3
2. Idem

José Luís Fiori é professor titular de Economia Política Internacional da UFRJ, é Coordenador do Grupo de Pesquisa do CNPQ/UFRJ, “O poder Global e a Geopolítica do Capitalismo”,www.poderglobal.net. O último livro publicado pelo autor, O Poder Global, editora Boitempo

terça-feira, 18 de março de 2014

China promove aperfeiçoamento da defesa nacional


Xi Jinping pede aperfeiçoamento da defesa nacional e do exército
O presidente chinês Xi Jinping reiterou nesta segunda-feira (17) a
necessidade do aprofundamento das melhorias da defesa nacional e do
exército e a persistência tendo como alvo a construção de um exército
com maior potencial
.


domingo, 16 de março de 2014

Reunião da Unasul em Santiago



A reunião de chanceleres dos países membros da Unasul realizada
nesta quarta-feira (12) foi mais uma demonstração de que um novo tipo de
relacionamento está consolidando-se entre os países da América Latina,
prevalecendo o respeito mútuo, a defesa da soberania, o diálogo entre
iguais e a rejeição às fórmulas intervencionistas do passado que seguiam
os padrões impostos pelo imperialismo estadunidense e seu
pan-americanismo inspirado na Doutrina Monroe.

 Portal Vermelho




***  2.2 A PREDOMINÂNCIA DA DOUTRINA NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS NA

AMÉRICA

Durante os séculos XIX e XX, as doutrinas que prevaleceram no continente americano

no desenvolvimento das relações internacionais marcaram de forma significativas as ações

diplomáticas para o presente.

1

O Acordo de Petrópolis sobre ação do Barão do Rio Branco que interviu via Inglaterra para cortar o

financiamento pretendido pelo “Bolivian Sindycate de Nova York” e demonstrou a pretensão de guerra por

parte do governo brasileiro esses duas intenções convergiram para consagração do acordo, sobretudo, o corte do

financiamento com La Paz, a partir compensação de 110 mil libras esterlinas repassadas ao “Bolivian Sindycate

New York” para desistir ao apoio a La Paz, reduziram o ímpeto pela região por parte dos bolivianos somado

ao deslocamento de forças armadas do Mato Grosso e do Amazonas em direção a fronteiras com a Bolívia

resultando na assinatura do Acordo.

O pensamento diplomático no período evidenciou o unilateralismo e buscou de forma

própria sintetizar os ideários do pan-americanismo2

sentido, Diniz (2012, p. 63) aponta que da síntese dessas duas doutrinas surge uma terceira

denominada doutrina Andrada compreendida na vital importância da mentalidade épica de

um destino em comum e a política centrada na união dos países sul-americanos de forma

independente na América.

O pan-americanismo latino agrega à compreensão da solidariedade latino-americana

adjunta à luta pela independência na América hispânica, com a ideia de anfictiônica4

um governo supranacional da sociedade hispano-americana surgido no Tratado do Panamá

e tendo como seu principal referente Simon Bolívar em sintonia para a integração política e

econômica do continente com os aparatos criados no congresso do Panamá em 1826, para

Diniz (2012, p. 63), em dicotomia há intenção da doutrina Monroe em 1823, suas raízes são

advindas da Guerra de Secessão5

interestatal estadunidense que à época buscava a distinção da Europa absolutista e

expansionista.

À margem e influenciada pelas ideias de independência e separatismo vindos da

América espanhola, e por outro lado, dos Estados Unidos, a diplomacia brasileira respondeu

mantendo elementos dos dois ideários. É possível ver o surgimento de um americanismo

refletido na diplomacia do Brasil o conteúdo da Doutrina Andrada como aponta Diniz

(2012, p. 63). Para o autor essa matriz diplomática é fundada nos aspectos “Nosso destino” e

“União” centrado na política e nos componentes histórico e geográfico.

e o monroeismo estadunidense3

e portadora do sentimento sistêmico de relacionamento

2

O Pan-americanismo foi ideário de integração cooperativa entre as recentes nações independentes da América

espanhola tendo à frente o Simón Bolívar (1783-1830), fato marcante foi o encontro no Panamá em 1826, onde

reuniu as nações sul-americanas independentes com conteúdos avançados porém idealizado pelo sentimento

de emancipação, foram firmados o tratado de União e a Liga e a Confederação Perpetua, contudo as diferenças

entre nascentes repúblicas tornaram impossível a continuação do ideário. A tentativa de produzir novos

encontros Peru, Chile, Venezuela e Uruguai esbarraram novamente nos conflitos latinos proporcionando a

consolidação do pensamento estadunidense de integração sobre o controle do mesmo.

3

O monroeismo estadunidense traduziu na frase de James Monroe “America para os americanos”, defendia

uma espécie de integracionismo de todas as nações americanas sobre o controle dos Estados Unidos, e, em

1890, definitivamente consolidou-se a partir de “New York”, o pensamento reinante como é compreendido um

conjunto de políticas de incentivo a integração dos países americanos, dentro do campo hegemônico dos Estados

Unidos.

4

Em junho de 1824, Simon Bolívar convocar o congresso Anfictiônico para Panamá para 1826, com intuito

de reflexão acerca dos assuntos pertinentes às recentes repúblicas na America latina e rumo à união pretendida

sobre os aspectos de independência política, integridade territorial e o sistema de conciliação entres Estados

participantes, representado na figura de Simón Bolívar um alto grau de unidade de aliança e paz.

5

A Guerra de Secessão constituiu-se no conflito interno nos Estados Unidos oriundos do norte contra o sul

entre 1861 a 1865. Os estados do norte foram vencedores e impuseram o fim da escravidão, a perda posições

políticas, por outro lado, de imediato os estados do sul se viram em meio à crise, que logo em seguida, ocorreu

uma expansão do modo de produção capitalista pretendida pelos estados do norte.

Sua avançada formulação colocava como prioridade da política externa

a superação da vulnerabilidade externa, que se expressava pela defesa

da unidade territorial e a busca de maior autonomia decisória do Estado

Brasileiro em relação dos centros de poder, distanciando-se do paradigma

das disputas ibéricas, que pautava as tensões entre as Américas hispânica

e portuguesa. De igual modo, a política externa era vista como fonte

de superação das disparidades internas, sendo por isso uma via para o

desenvolvimento nacional (DINIZ, 2012, p. 64).

*** - Intervalo extraido do TCC ASSIMETRIAS ENTRE FORÇAS ARMADAS E DIPLOMACIA NA AMAZÔNIA de autoria de Augusto Cleybe Ribon defendido na FACS/IFCH/UFPA 2013