quarta-feira, 18 de maio de 2011

LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA


Adeus às armas
Adeus à política partidária

LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA

Nos últimos dez anos, eu mudei, e o partido político que ajudei a criar, o PSDB, também mudou; chegou a hora de dizer adeus à política partidária

A vida é uma soma de compromissos e de identidades. Comprometemo-nos com nossa família, com nossos amigos, com nossos colegas de trabalho, com nossos companheiros de luta política, com nosso país, e, cada vez mais, com nossa humanidade.

Mas nossa identidade não é produto apenas da nossa liberdade; é também resultado da imagem que nos é atribuída pelos outros, porque é a fidelidade a ela que nos torna previsíveis e confiáveis.

Entretanto, o mundo em nossa volta muda constantemente, o que nos obriga a estar sempre prontos a nos repensarmos, ao mesmo tempo em que repensamos o mundo em transformação.

Nesses últimos dez anos, eu mudei, e o partido político que eu ajudei a criar, o PSDB, também mudou. A mudança foi tão grande que chegou a hora de dizer adeus a esse partido, e, mais amplamente, à política partidária. Nunca fui um político "stricto sensu", porque nunca me candidatei a cargo eletivo. Mas aceitei convites e ocupei cargos importantes, sempre identificado com uma centro-esquerda social-democrática e nacionalista.

Nos debates que precederam a fundação do PSDB, a decisão de denominá-lo um partido social-democrático deixava claro o compromisso de centro-esquerda do partido.

Entretanto, enquanto assinava a ata de fundação, estava claro para mim o risco que o novo partido corria. Se o PT, que naquela época se considerava um partido socialista revolucionário, chegasse ao poder, poderia acontecer aqui no país o que aconteceu com os partidos socialistas na Europa; o PT poderia se transformar em um partido social-democrático, e o PSDB seria empurrado para a centro-direita.

Foi isso o que aconteceu, com um agravante: o partido também não se identificou com um nacionalismo econômico essencial para que o Brasil alcance os níveis de bem-estar dos países ricos.

Em 1993, tentei, em conjunto com Oded Grajew, uma aproximação entre o PSDB e o PT, mas não havia espaço nos dois partidos para isso. Em 2002, em associação com Yoshiaki Nakano, fizemos uma proposta de política de crescimento com estabilidade para o PSDB, mas ela não chegou a ser discutida.

Enquanto isso ocorria, eu, que desde 1999 me dedico apenas às atividades acadêmicas, também mudei. Reforcei minha posição de centro-esquerda e retomei meu nacionalismo econômico, que se define por uma simples e dupla convicção: que é dever primeiro do governo defender os interesses do trabalho, do capital e do conhecimento nacionais, e que essa defesa deve ser feita pelos brasileiros seguindo sua própria cabeça, já que os países ricos são nossos competidores.

O nacionalismo econômico foi fundamental para que o Brasil crescesse aceleradamente entre 1930 e 1980, mas depois, no quadro da hegemonia neoliberal, foi abandonado. Ora, no contexto da globalização, o desenvolvimento de um país depende da existência de estratégia nacional de desenvolvimento ou de competição internacional.

Na medida em que as mudanças ocorriam em direções opostas, eu me distanciava cada vez mais do PSDB. Por isso, decidi desligar-me dele. Ainda nestas últimas eleições votei em José Serra nos dois turnos.

Quis, assim, honrar compromissos antigos com ele e com Fernando Henrique -um notável homem público e um amigo- e a memória de dois estadistas do partido: Mario Covas e Franco Montoro.

A partir daqui, fico livre de compromissos partidários, como é mais adequado para alguém como eu, que decidiu não mais exercer cargos públicos, mas ser um intelectual público independente, identificado, na medida do meu possível, com o Brasil e com seu povo.

LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA, 76, professor emérito da FGV-SP, é colunista da Folha . Foi ministro da Ciência e Tecnologia e da Administração Federal e Reforma do Estado (governo FHC), além de ministro da Fazenda (governo Sarney). É autor de, entre outras obras, "Desenvolvimento e Crise no Brasil" (Editora 34).


http://esquerdopata.blogspot.com/2011/05/adeus-as-armas.html
http://www.baraodeitarare.org.br/

Aécio busca aliança com Alckmin para isolar Serra e dirigir PSDB - Portal Vermelho

Aécio busca aliança com Alckmin para isolar Serra e dirigir PSDB - Portal Vermelho

PROGEP/PROEX - Oficina de Dança de Salão



A oficina é uma parceria entre a PROGEP e a PROEX.
Realização: de 1° a 30 de junho de 2011, dias de segunda, quarta e sexta-feira, das 15h às 17h.

Inscrição: Já está aberta e vai até 30 de maio de 2011.
Informações: Para mais informações e para acessar a ficha de inscrição, clique nos links abaixo.

fone » 3201-7846/3201-7531
e-mail » sqv@ufpa.br
site » http://www.ascom.ufpa.br/links/eventos/salsa.jpg http://www.ascom.ufpa.br/links/eventos/_salsa.doc

terça-feira, 17 de maio de 2011

Debate Reforma Política em Belém/Pa

Porto do Espadarte volta a ser debatido


Porto do Espadarte volta a ser debatido

No próximo dia 20, sexta-feira, integrantes de institutos de pesquisa, universidades, associações, deputados, prefeitos, vereadores, representantes do governo do Estado, empresários e comunitários estarão em Curuçá para participar da sessão especial que vai discutir aspectos da instalação do Porto do Espadarte no município.
O evento será realizado na Escola Olinda Veras Alves, de 8h às 13h, conduzido pela deputada estadual Simone Morgado (PMDB), primeira secretária da Assembleia Legislativa do Pará.

http://www.diarioonline.com.br/noticia-148221-porto-do-espadarte-volta-a-ser-debatido.html

Criação de novos Estados aumenta gastos do governo federal



Richard Jakubaszko
Criação de novos Estados aumenta gastos do governo federal *
Novas vagas na Câmara e no Senado e socorro a Estados com baixa arrecadação podem ser custeados pela União

Naiara Leão, iG Brasília - http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/criacao+de+estados+aumenta+gastos+do+governo+federal/n1596952766020.html

No Congresso tramitam Projetos de Decreto Legislativos que propõem a criação de 11 Estados e de quatro territórios federais. Uma nova divisão de territórios estaduais poderia criar os Estados do Gurguéia, do Maranhão do Sul e do Araguaia, por exemplo. Estas propostas procuram beneficiar as populações locais, mas custam caro, tanto para a região alterada quanto para o governo federal, que deve arcar com a criação de novas vagas na Câmara e no Senado, para ficar só nas despesas imediatas.

Só a manutenção de um Estado, que considera despesas como o pagamento de servidores públicos e verbas para deputados estaduais e governador, custa em média R$ 995 milhões por ano. “É quase um bilhão que, em vez de ir para a população, vai para gabinetes e estruturas”, afirma o pesquisador do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) Rogério Boueri, que elaborou a estimativa.

Além desse custo de manutenção, os Estados devem arcar também com a instalação da máquina pública e com investimentos em infraestrutura para que o novo Estado possa se desenvolver economicamente, especialmente nas regiões pouco habitadas.

Em um estudo publicado em 2008, Boueri observou que os Estados gastam, em média, 12,75% do seu Produto Interno Bruto (PIB) para se manter. Alguns dos Estados propostos pelos parlamentares brasileiros extrapolariam essa conta. O Estado do Rio Negro, por exemplo, precisaria de 140% do valor do seu PIB somente para manter suas estruturas estaduais funcionando, de acordo com estimativa do pesquisador. “Esses Estados já nascem deficitários”, diz.

No caso de os Estados não serem capazes de se manter, quem paga a conta é o governo federal. “O Estado do Tocantins, por exemplo, recebeu subsídios do governo federal por cerca de dez anos até poder se manter com as próprias pernas”, exemplifica Boueri.

Além de uma possível ajuda financeira, o governo federal teria que arcar também com a criação de mais três vagas de senadores por Estado. Se os onze Estados propostos no Congresso chegarem a existir, haverá 33 cadeiras a mais no Senado. Na Câmara também poderia haver aumento do número de parlamentares. Hoje, a quantidade é fixa e as vagas são distribuídas de acordo com a população de cada unidade da federação. Mas há um mínimo de oito deputados por Estado e, por causa disso, poderia ser necessário aumentar o número de cadeiras.

O governo federal bancaria ainda novas superintendências regionais de órgãos públicos, além de seções da Justiça Federal em cada Estado. Até a logística e o orçamento do Tribunal Superior Eleitoral precisariam ser reforçados com a chegada de mais governadores e deputados estaduais.

“O Estado do Tocantins, por exemplo, recebeu subsídios do governo federal por cerca de dez anos até poder se manter com as próprias pernas”

No estudo em que Boueri analisa os custos e a viabilidade econômica dos Estados, ele conclui que somente o Estado do Triângulo, em Minas, seria viável economicamente. De 2008 para cá, alguns desses projetos foram arquivados e outros foram propostos e reativados. Na lista atual de Estados propostos, o pesquisador acrescenta o Estado da Guanabara no ranking dos que poderiam se sustentar sozinhos.

Dinheiro direto
A justificativa para a divisão de Estados apresentada em vários projetos é que regiões isoladas ou distantes do poder central do Estado recebem menos investimentos e não têm acesso adequado a infraestrutura e serviços, como boas escolas e hospitais.

Mas, para o pesquisador do Ipea, essa argumentação não é consistente. “É válido querer melhorar a vida das pessoas, mas a criação de estados em localidades pouco habitadas e com baixo índice de atividades econômicas vai trazer a melhoria a um custo muito alto”, diz. O custo a que o pesquisador se refere será coberto, em parte, pelo governo federal “às custas do Brasil e inclusive de regiões pobres”.

Como soluções mais eficientes para as regiões que não recebem investimento adequado, Boueri defende a criação de Fundos Regionais voltado para localidades mais pobres ou um acordo para remeter de volta a essas regiões todo o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que é arrecadado nelas. “A mesma benfeitoria da criação do Estado poderia ser feita com a criação de um fundo com metade da verba que é gasta na manutenção do Estado”, diz.

Ele afirma ainda que os territórios federais seriam menos onerosos do que os Estados porque têm uma estrutura administrativa menor. Amapá, Acre, Roraima e Rondônia já funcionaram assim antes em um modelo em que o gestor local era indicado pelo governo federal.

* Câmara aprova plebiscito sobre criação de dois Estados: votação vai decidir se Pará vai ser dividido em três. Se população aprovar, nascem os Estados de Carajás e do Tapajós
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Postado por Richard Jakubaszko, http://richardjakubaszko.blogspot.com

Aécio espera eleição 2012 para propor fusão entre PSDB, DEM e PPS - Portal Vermelho

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Após movimentação de Kassab, Brasil pode ter mais 4 partidos - Portal Vermelho

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Eduardo Bomfim: o Código Florestal e a teoria da dependência - Portal Vermelho

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PARA REFORMULAR O CURSO DE CIÊNCIAS SOCIAIS NA UFPA, Alex Fiúza de Mello

PREMISSA GERAL:

A finalidade de um curso de graduação, na atualidade – a considerar as tendências mundiais da educação superior –, é fornecer ao estudante universitário a oportunidade de um alargamento de sua visão de mundo e de sua consciência crítica da realidade, assim como uma sólida iniciação no campo de conhecimento de sua opção (profissional), com foco no domínio de seu objeto de interesse, principais teorias em uso, conceitos básicos e manejo de metodologias afins. Dado o avanço, volume e produtividade do conhecimento no mundo contemporâneo, impossível e ilusório seria imaginar que um curso de graduação poderia habilitar um estudante, em poucos anos, ao domínio de qualquer campo ou ramo deste arsenal de conhecimentos acumulado e em permanente e exponencial expansão. O objetivo da formação superior, portanto, neste primeiro momento, não é (não deveria ser) a especialização do discente – nível de conhecimento que deverá adquirir ao longo da vida e posteriormente em cursos de pós-graduação –, mas a sua preparação básica e consistente no manejo de teorias e métodos, condição sine qua non ao desenvolvimento de capacidades cognitivas que o habilitem não somente ao exercício de uma profissão, mas, igualmente, à aquisição de uma visão de mundo mais sofisticada, imaginação criativa, desempenho analítico, espírito empreendedor e sentido de cidadania – com desenvolvimento de autonomia intelectual para outras iniciativas, atualização e aperfeiçoamento. Além disso, uma imersão do aprendiz em temas e desafios intelectuais afinados com alguns dos problemas típicos de seu contexto de entorno também se apresenta como uma boa estratégia de complementação à sua formação universitária – assim expressas, em suma, as principais linhas norteadoras de referência para uma reformulação mais realista e conseqüente de projetos pedagógicos que mirem uma maior eficácia educativa e correspondente pertinência social.

FOCO ESPECÍFICO:

Um curso de graduação em Ciências Sociais, num país como o Brasil e numa região como a Amazônia, para ser atual e socialmente relevante, necessita oferecer uma cadeia de conteúdos que, minimamente, familiarizem o estudante: 1) com os principais paradigmas (autores e sistemas teóricos) de seu universo de reflexão e atuação; 2) com algumas das principais temáticas da atualidade, em discussão no cenário mundial; 3) com alguns dos problemas mais específicos de seu ambiente social de vínculo (Brasil e Amazônia); 4) e com as metodologias de investigação e análise dos fenômenos sociais. Nessa trajetória, não importa tanto a quantidade (volume) das matérias ou conteúdos programados, quanto a qualidade do material selecionado (autores, teorias, temáticas) para o exercício intelectual pretendido e o método de aprendizagem (ensinar o estudante a “aprender a aprender”). A idéia do perfil do bacharel/licenciado em Ciências Sociais – propositalmente não o denomino aqui de “cientista” – deve remontar, no caso, à do profissional capaz de se posicionar diante dos fenômenos sociais, interpretando-os com lucidez, sensibilidade e consistência, e de interagir com essa mesma realidade, manuseando com competência os instrumentos cognitivos assimilados, seja para fins de instrução, de investigação ou de intervenção, com sensibilidade para as especificidades manifestas de seu ambiente social de circunscrição.

AS LIMITAÇÕES E EQUÍVOCOS DO ATUAL PROJETO PEDAGÓGICO:

O principal defeito do projeto pedagógico atualmente em vigor é pretender uma especialização precoce (e ilusória) do estudante, submetendo-o a uma verdadeira “departamentalização” de sua formação cognitiva, antes mesmo de um domínio mais abrangente de seu universo epistêmico de referência, tudo isso na contramão da tendência mundial de resgate da interdisciplinaridade e da busca de uma maior interconexão entre os saberes e campos de conhecimento. O resultado final de tudo isso tem sido uma formação fragmentada, falsamente “profissionalizada”, com perda de um back ground básico e comum que deveria unificar todos os estudantes do curso (independentemente de suas preferências profissionais), além do isolamento e distanciamento entre os diversos grupos acadêmicos em atuação (c. política, sociologia, antropologia), que deveriam planejar e avaliar, conjunta e continuamente, o andamento dos trabalhos e das experiências pedagógicas em curso. Mas, ao que parece (e infelizmente), não há cultura de planejamento, nem de avaliação coletiva. Muito menos colegialidade. O trabalho de cada docente se desenvolve isolado, ilhado, sem espaço dialógico. Nesta situação, impossível atingir-se a qualidade. Tal observação, claro, está sujeita a demonstração em contrário (falseação), mas considero tratar-se, a afirmação, de uma evidência empírica de domínio coletivo. Talvez as estruturas de uma classificação curricular, elaborada por uma determinada coletividade, também expressem valores e interesses mais subjacentes e menos evidentes aí simbolizados – como poderia inspirar uma interpretação durkheimiana do caso –, como podem ser aqueles motivados por perspectivas outras que não as estritamente acadêmicas, de cunho mais corporativo, como a busca das autonomias de grupo, jogos de poder, reservas de mercado, etc. No mínimo, trata-se de uma hipótese que merece ser refletida e observada (afastados os idola e outras impressões e “achismos”). Somente a reversão dessa cultura departamentalizada e fragmentada, predominantemente corporativa, com resgate da colegialidade entre todos os docentes do curso e a centralidade do interesse coletivo no estudante (no formando e não no formador), poderá promover uma verdadeira e producente reforma curricular, com ganho para os futuros profissionais das ciências sociais em nosso estado e região.

UMA NOVA ESTRUTURA CURRICULAR:

A idéia é dividir o percurso de formação em 4 (quatro) etapas, com eliminação das disciplinas mais especializadas (tipo sociologias do direito, da infância, rural, urbana, etc. e outras equivalentes nos demais campos de conhecimento). Todos os professores do curso poderão ministrar qualquer disciplina da graduação, desde que decidido colegiadamente, considerada a formação do docente e o seu domínio da matéria. As etapas seriam as seguintes:

1) Um ciclo básico, introdutório, destinado, de uma parte, a um nivelamento dos estudantes (minimização dos problemas de formação trazidos da escola, particularmente o sentido do estudo e suas formas adequadas de condução); de outra, ao desenvolvimento de competências mais gerais e instrumentais, voltadas à capacitação do estudante no manejo de ferramentas comuns de trabalho intelectual e à sua formação valorativa, tais como: a) aperfeiçoamento na interpretação de textos e sua análise crítica; b) habilitação no uso de computadores e seus programas acadêmicos (acesso a bibliografia, biblioteca, portal da CAPES, textos disponíveis na internet, etc.); c) reflexão sobre temas mais transcendentes à sua formação profissional, como: ética; introdução às ciências sociais (desenvolvimento da imaginação sociológica); formação do mundo contemporâneo (sentido da história do mundo moderno/contemporâneo), etc.; d) iniciação ao estudo de uma língua estrangeira (preferencialmente o inglês instrumental).

[Tempo de Duração: 2 semestres letivos]

2) Um ciclo de estudos centrado na familiarização com a Teoria Clássica (estudo de autores e sistemas teórico-conceituais clássicos): basicamente Marx, Durkheim e Weber, além de outros, de tradição mais “antropológica” (Malinowski, Mauss, Boas, Radcliffe Brown, etc.) ou da ciência política (Maquiavel, Hobbes, Locke, Montesquieu, Michels, Mosca, etc.) – a definir. Em todos os casos, o importante não é formar os estudantes como “especialistas” desses autores ou teorias (o que seria impossível), mas utilizar toda essa tradição para trabalhar nos discentes a imaginação sociológica, o domínio de conceitos-chave de seu universo epistêmico, as perspectivas de análise, a sensibilização para os problemas levantados pelos autores (sua finalidade heurística), a fim de que se sintam mais à vontade e seguros em sua trajetória subseqüente de formação.

[Tempo de Duração: 2 semestres letivos]

3) Um ciclo de estudos voltado para a análise de temáticas contemporâneas, que habilitem o estudante a se situar criticamente no mundo onde vive e a dominar conceitos atuais para sua instrumentação teórica. Aqui o foco é em temas (e não tanto em autores ou perspectivas teóricas), razão por que as ofertas e opções podem (e devem) variar ao longo do tempo, mantidos os objetivos indicados. Exemplos de cursos possiveis, a título de ilustração da idéia: a indústria cultural (Adorno e Horkheimer); a mercadoria e o dinheiro (Marx e Simmel); globalização e sistema capitalista mundial (Wallerstein, Arrighi, Anderson); as conseqüências da modernidade (Giddens, Harvey); a sociedade pós-industrial (Bells, Touraine); a sociedade da informação/conhecimento (Schaff, Bells, Castels); democracia e espaço público (Habermas, Bobbio), etc. O objetivo, nesta etapa, é a leitura completa, atenta e orientada de algumas obras fundamentais (um ou dois livros no máximo por disciplina-temática) que descortinem alguns aspectos e dimensões essenciais da estruturação e dinâmica do mundo contemporâneo.

[Tempo de Duração: 2 semestres letivos]

4) Um ciclo de estudos optativos, momento em que devem ser ofertados, pelos vários grupos acadêmicos (c. política, sociologia e antropologia), disciplinas, seminários ou laboratórios sobre temas variados, particularmente aqueles voltados para a realidade brasileira e amazônica, além de estudos dirigidos e outras estratégias de formação. Caberá ao estudante escolher, dentre as ofertas programadas, aquelas que lhe interessem cursar. O discente poderá, também, requisitar a freqüência em cursos, seminários ou atividades de outras unidades acadêmicas, permitindo-se essa diversificação de sua formação em vista de uma maior percepção interdisciplinar.

[Tempo de Duração: 2 semestres letivos]

OBSERVAÇÕES COMPLEMENTARES:

- Ao longo de todo o curso o estudante deverá realizar estudos em língua estrangeira (à exceção dos que já o fazem em escolas especializadas).

- Ao longo de todo o curso, caberão iniciativas de orientação tutorial (individuais ou grupais) por parte dos docentes, visando ora um melhor aproveitamento de estudos, ora leituras dirigidas, devendo essas atividades (planejadas e aprovadas no Conselho da Faculdade) contabilizar na carga horária de formação dos discentes e no plano de trabalho dos docentes.

- A partir do terceiro ciclo de estudos (quinto semestre), deverão todos os estudantes participar de seminários e/ou laboratórios de pesquisa, até a formulação e conclusão de seu TCC. Idem no que toca à sua participação em projetos ou atividades de extensão. Para isso, há de se reservar tempo suficiente, em cada módulo de oferta semestral, para o desenvolvimento dessas atividades.

- Não haverá pré-requisitos entre disciplinas ou atividades. As atividades de um ciclo de estudos poderão ser compatibilizadas com algumas de outros ciclos, desde que seja priorizada e assegurada, na matrícula, a complementação dos estudos previstos no ciclo ainda não concluído. Isto não impede que as ofertas possam ser através de módulos ou disciplinas/atividades concentradas, conforme a estratégia que se julgar mais conveniente e eficaz.

- A carga horária de estudos em cada semestre letivo será de escolha do estudante (conforme seus interesses e possibilidades), devendo haver, porém, uma carga horária máxima e uma mínima a ser respeitada (em conformidade com a legislação em vigor).


RESUMO DA PROPOSTA:


I – Curso com duração de 4 anos ou 8 semestres letivos.

II – Formação generalista e não especializada.

III – Distribuição do percurso de formação em quatro ciclos distintos de estudos.

IV – Formação em teoria, métodos de investigação e temáticas selecionadas, com experiência em iniciação científica e em atividade de extensão (serviço comunitário).

V – Maior flexibilidade de matrícula.

MUFPA abre programação da Semana Nacional de Museus


Duas exposições e quatro palestras compõem a programação especial do Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA) para a 9ª Semana Nacional de Museus, que acontece a partir desta segunda-feira, 16, e segue até domingo, 22.

9ª Semana Nacional de Museus

Museu da Universidade Federal do Pará – MUFPA

Data: 16 a 22 de maio de 2011.

Local: Avenida Governador José Malcher, 1192, Nazaré.

Telefones.: 3224-0871/ 3242-8340

NUMA - III Encontro Franco-Brasileiro




Realização: 17 de maio de 2011, no Auditório do POEMA.
Informações: Clique no link abaixo e confira a programação.
site » http://www.ascom.ufpa.br/links/eventos/encontro.pdf

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Blog do Açai: Negros têm de ser prioridade no Brasil sem Miséria, diz ministra da Igualdade Racial

Blog do Açai: Negros têm de ser prioridade no Brasil sem Miséria, diz ministra da Igualdade Racial

ANPG - Associação Nacional dos Pós-Graduandos

ANPG - Associação Nacional dos Pós-Graduandos

Opinião do Presidente da UNEGRO-PA sobre a Divisão do Estado





A União de Negros pela Igualdade No Estado do Pará-UNEGRO-PA fará intenso debate junto a seus filiados e simpatizantes para tirar um posicionamento coletivo sobre a Divisão do Estado do Pará, que foi aprovado na câmara dos Deputados quinta-feira, dia 05 de maio de 2011. O decreto legislativo prever uma consulta plebiscitária ao povo paraense para em seguida promover o desmembramento de nosso território,se assim for o desejo da maioria.

É justo que a sociedade se mobilize para encontrar novas formas de organização visando sua melhoria econômica e social e todos os paraenses devemos envolvermos nos nesse debate para averiguar o real motivo da proposta separatista, assim como o ônus e o bônus dessa opção organizativa que estão a implantar em nosso território.

De início temos os grupos políticos que de um lado defendem a unidade territorial e de outro a divisão, mas nenhum e nem outro leva em consideração os benefícios que uma suposta divisão ou manutenção de nosso espaço teria na vida dos que nele vivem. Estão sempre preocupados em contabilizar o ganho e a perca do poder que lhes podem render nesta ação.

Já a condição de vida do povo fica sempre em ultimo lugar. Precisamos reagir a essa situação e colocar em primeira mão os benefícios para o povo, pois ninguém apresentou até o presente momento estudos sérios sobre o impacto comparativo na vida socioeconômica de cada cidadão, ou seja, como ficaria a população desses supostos Estados com a divisão e como caminharia esse mesmo núcleo populacional com a unidade paraense.

Quero dizer que pelo que tenho observado e estudado a respeito dessa questão o povo é o que menos se beneficia com a divisão, o que está por trás desse jogo é o poder político, do qual só participa uma pequena, digo ínfima, minoria da população. Por isso não me agrada nenhum pouco essa idéia dos separatistas.

Sabemos que os proponentes da divisão são políticos de outros estados no caso a criação do Estado do Tapajós tem o dedo,a mão e principalmente a mente gananciosa do Senador Mozarildo Cavalcanti de Roraima e a criação do Estado de Carajás foi maquinado pelo ex-senador Leomar Quintanilha de Tocantins,o qual possui as mesmas iguarias de seu colega, Mozarildo.

A sociedade civil organizada, as instituições de pesquisa, os órgão governamentais e não-governamentais devem manter se em alerta para as manobras políticas, os discursos panfletários e a falta de compromisso com a vida do povo que vai ser o tom dos oportunistas de plantão.

Faz-se necessário a criação de fóruns populares, de grupo de estudos e pesquisas para que esse debate não fique restrito apenas a grupos que possuem interesses particulares; é tarefa de todos os paraenses, independente de sua cor partidária ou de sua religião, defendermos a melhor forma de nos organizarmos nesse espaço extraordinário que a mãe natureza nos concedeu para viver e usufruir de forma racional e digna.

Isso deve ser feito com o envolvimento de cada cidadão e cidadã,os quais podem utilizar esse momento para cobrar melhoria na saúde, educação emprego e renda cultura lazer, esporte e tudo mais que falta ser levado a sério em nosso Estado.

Vandelrie Maciel Pinheiro -Presidente Estadual da UNEGRO-Pa, Pedagogo - Formado pela Universidade Estadual do Pará - UEPA

Repercussão da Divisão do Estado




Câmara autoriza plebiscitos sobre divisão do Pará


Consulta prevê a criação dos estados de Tapajós e Carajás

SÃO PAULO (AE) - A Câmara dos Deputados aprovou, ontem, dois projetos que autorizam a convocação e a realização de plebiscitos sobre a divisão do Pará e a criação de dois novos estados: Tapajós e Carajás. A primeira proposta aprovada (PDC 731/00) trata do plebiscito para a criação de Tapajós. O texto sofreu algumas alterações para incorporar vários municípios criados ao longo do tempo em que tramitou no Congresso, e para tornar mais claros os procedimentos a serem adotados, caso a consulta seja aprovada pela população. Por ter sido alterada na Câmara, deverá retornar ao Senado. Se aprovado em plebiscito, o Estado de Tapajós terá 27 municípios e corresponderá a 58% do atual território paraense, na região oeste.

A segunda proposta aprovada (PDC 2300/09) prevê a realização de consulta para a criação de Carajás. Essa não foi alterada na Câmara e segue para a promulgação. Caso seja aprovado, o novo Estado terá 39 municípios e ocupará uma área equivalente a cerca de 25% das regiões sul e sudeste do território do Pará. Os textos aprovados determinam que as consultas públicas deverão ocorrer dentro do prazo de seis meses após a publicação dos decretos. Do território original restariam apenas 17%, incluindo as regiões norte e nordeste, abrangendo o arquipélago do Marajó e tendo Belém como capital.

http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/635763-camara-autoriza-plebiscitos-sobre-divisao-do-para

Emir Sader: a discriminação no Brasil é étnica, social e regional




O processo de ascensão social de massas, inédito no Brasil, volta a promover formas de discriminação. A política – de sucesso comprovado – de cotas nas universidades, a eleição de um operário nordestino para Presidente da República – igualmente de sucesso inquestionável –, a ascensão ao consumo de bens essenciais que sempre lhes foram negados – fenômeno central no Brasil de hoje –, provocaram reações de discriminação que pareciam não existir entre nós.

http://www.cartamaior.com.br/templates/blogMostrar.cfm?blog_id=1&alterarHomeAtual=1

Cebrapaz inicia ciclo de oficinas por uma cultura de paz




O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta Pela Paz (Cebrapaz) iniciou neste sábado (14) em Vila Velha, Espírito Santo, o ciclo de oficinas de formação de agentes da paz, como parte do projeto Balcão de Direitos, que se estenderá até dezembro. A palestra inaugural foi proferida pela presidente da entidade e do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, que fez um histórico da luta pela paz no mundo.

site: www.cebrapaz.org.br

:Top España concede bolsas a alunos e professores da UFPA


Estudantes de graduação e professores da Universidade Federal do Pará (UFPA) podem se inscrever, até o dia 9 de setembro de 2011, para participar do Programa de Mobilidade Internacional Top España, oferecido pelo Santander Universidades. Serão concedidas sete bolsas de estudo, das quais, seis contemplam alunos de graduação e uma, professor. O Edital já está disponível.



As inscrições deverão ser feitas pelo Portal Santander Universidades. Após preencher a ficha online, disponível no site, o aluno deverá imprimi-la e dirigir-se à Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer) da UFPA , trazer o original e a cópia do comprovante de matrícula, do histórico escolar, do RG e do CPF, Currículo Lattes documentado, Passaporte válido, Carta de Recomendação (de um professor ou coordenador do curso) e Carta de Intenções expressando os motivos pelos quais deseja participar do Programa. “No caso de professor, não é necessária a ficha de inscrição online, somente os documentos de identificação, passaporte, Currículo Llattes e Carta de Intenções”, explica a professora Leila Said Assef Mendes, assessora da Prointer.



Salamanca - As bolsas ofertadas incluem passagens aéreas de ida e volta, traslados, alimentação e hospedagem. O curso terá duração de três semanas na Universidade de Salamanca, um dos centros de ensino superior mais tradicionais da Europa e um dos mais antigos do mundo.

PROEX - Curso de Extensão "Tópicos Avançados em Saúde Coletiva"



Vagas: 2 para docentes e 50 para discentes.

Realização: de 1° a 30 de junho de 2011.
Inscrição: até 25 de maio de 2011.
Informações: Clique no link abaixo e obtenha mais informações.
site » http://www3.ufpa.br/multicampi/TempAscom/extin.pdf

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A divisão do estado do Pará Enviado por luisnassif, sex, 06/05/2011 - Câmara aprova plebiscito para dividir o Estado do Pará


Com o desmembramento, a Amazônia passará a contar com dois novos Estados: o Carajás e o Tapajós. O Pará é atualmente é a segunda maior unidade federativa brasileira

RODOLFO BORGES

BRASÍLIA – O Estado do Pará é grande. A segunda maior unidade federativa do país tem 1,24 milhão de quilômetros quadrados, área que, na opinião dos deputados federais Lira Maia (DEM-PA) e Giovanni Queiroz (PDT-PA) torna o estado ingovernável. É sob esse argumento que os parlamentares defenderam e conseguiram aprovar na Câmara um plebiscito para o desmembramento do Pará em três estados, a partir da criação de Carajás e Tapajós. O plebiscito sobre a criação de Carajás já seguiu para promulgação e o de Tapajós deve passar mais uma vez pelo Senado, porque sofreu alteração na Câmara. A ideia dos defensores da divisão é juntar as duas propostas em apenas um plebiscito, que deve ser realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará num período de até seis meses após a promulgação.

Se confirmada a divisão pela população local, Tapajós seria o maior dos três estados em questão, com 58% da atual área do Pará, 27 municípios e 1,3 milhão de habitantes, a oeste. Carajás, que ficaria com as porções sul e sudeste, teria 39 municípios (25% do território atual) e 1,6 milhão de habitantes. Ao Pará restariam 86 municípios onde se localizam atualmente 4,6 milhões de habitantes. A criação dos estados implicaria na insEituição de mais duas estruturas governamentais no país, algo que no Brasil costuma custar mais do que o necessário. Mas os defensores da proposta repudiam qualquer possibilidade de aumento de gastos, pelo menos além do que as regiões envolvidas necessitem. O deputado Chico Alencar (PSol-RJ) criticou o baixo quórum da sessão que aprovou os projetos.

Defensor da criação do estado de Tapajós, o deputado Lira Maia refuta as críticas. “O bolo de recursos da União vai ser dividido do mesmo jeito”, disse o deputado ao Brasil 247. Segundo o parlamentar, o custo-benefício da divisão do Pará supera qualquer argumento contrário à ideia, tendo em vista que regiões desassistidas atualmente passaria a ser alcançadas pelo Estado. “Temos dois laboratórios vivos na criação do Tocantins a partir de Goiás e na separação de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Esses estados veem crescendo num ritmo três vezes maior que o Brasil”, argumenta Maia.O deputado também diz que não seria necessário abrir novas vagas no Congresso Nacional, pois os estados dividiriam a atual cota de senadores e deputados do Pará.

O deputado lembra que o estado do Tapajós já é discuto há mais de 150 anos. “Ainda no Brasil Império, no estudo da divisão da terra da Amazônia, foi sugerida a criação da província do Tapajós”, disse, acrescentando que nos últimos 20 anos a discussão voltou à tona. Os plebiscitos chegaram a ser aprovados por unanimidade no Senado no ano 2000, e, desde então, os projetos aguardavam deputados que se interessassem pelo tema para seguir tramitando. Segundo o deputado Giovanni Queiroz, líder do PDT e defensor da criação do estado de Carajás, já existe até uma emenda de R$ 8,6 milhões no Orçamento deste ano para a realização do plebiscito.

Aprovada a consulta popular, o verdadeiro trabalho dos defensores da divisão será convencer os habitantes de todo o Pará de que a estratégia será benéfica para toda a região. “Se fosse ouvida apenas a população da área pretensa, mais de 90% seriam favoráveis. Se for no estado todo, vamos precisar de um esforço de campanha”, comenta Maia. Na avaliação do deputado, talvez a população paraense não tenha a noção dos benefícios que se apresentam e precisa ser esclarecida, a exemplo do que ocorreu durante o referendo sobre o desarmamento. Maia garante ter estudos de viabilidade econômica que atestam os benefícios da divisão do Pará.

http://www.agenciaamazonia.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=956:camara-aprova-plebiscito-para-dividir-o-estado-do-para&catid=1:noticias&Itemid=704

Abertas as pré-inscrições ao Parfor 2011/2





Estão abertas, até 22 de maio, as pré-inscrições para participar do Plano Nacional de Formação Docente (Parfor) 2011/2, cujo objetivo é formar mais de 40 mil docentes em todo o Pará. A pré-inscrição na Plataforma Freire (freire.mec.gov.br) é necessária para a escolha do curso que o professor almeja estudar. Depois da pré-inscrição, há a validação/homologação da inscrição pelas secretarias municipais. A última etapa é o processo de composição de turmas pelas Instituições Públicas de Ensino Superior (IPES) e Seduc.

http://www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=4631

terça-feira, 10 de maio de 2011

Circulam no Pará boatos sobre a morte de Paulo Fonteles Filho



5 de maio, circulou pelas redes sociais que teriam me assassinado em um bar, junto à minha mulher, em Belém.

Por Paulo Fonteles
A coisa foi tão contundente que jornalistas, amigos, foram até a casa de minha mãe, no bairro do Telégrafo, confirmar se eu havia mesmo sido morto. Houve ligações para o Ciop e até o Secretário de Segurança Pública do Pará, Luís Fernandes, fora acordado de madrugada para confirmar o ocorrido.

E a notícia parece que continua circulando. O Vítor Haôr, jornalista marabaense acaba de me ligar neste momento, às 13:42, perguntando se a macabra notícia era verdadeira. Falei com ele e disse que estava bem, e vivíssimo da silva.

Na alta madrugada, quando dormia candidamente ao lado de minha mulher, irmãos e primos quase derrubaram a porta de meu apartamento e ao me avistarem, sonolento, disseram que eu tinha morrido. Quase morri mesmo, de susto.

O ocorrido poderia render boas gargalhadas, no futuro, se tal acontecimento não fosse de tanto mau gosto e se a repercussão não tivesse chegado a tão longe: amigos em Macapá e até na distante Porto Alegre já estavam velando-nos.

Acontece que toda essa “papagaiada” tem endereço certo: continuar intimidando-nos.

Não apenas a mim, mas, sobretudo, o trabalho desenvolvido para desnudar os acontecimentos violentos praticados pelas forças de repressão da ditadura militar no combate ao movimento guerrilheiro do Araguaia.

Ontem, no dia de minha “morte”, passei toda a manhã e parte da tarde testemunhando num processo interno da Abin-Pa.

Tal processo versa, dentre outras coisas, sobre possíveis ocultações de cadáveres de desaparecidos políticos e destruição de documentos da ditadura por servidores da Abin-Pa. Tais servidores, Magno José Borges e Armando Souza Dias, são ex-militares, foram do DOI-Codi e atuaram na repressão à Guerrilha do Araguaia. Nos autos do processo quatro servidores da agência confirmam que ambos foram do famigerado DOI-Codi.

Um ex-mateiro daqueles sertões disse-me, a quinze dias atrás, que um tal de Capitão Magno, esse o nome verdadeiro, era quem cortava cabeças e mãos e estas eram enviadas a Belém, nos idos dos anos 1970. Cabe dizer que Magno José Borges atualmente é vice-superintendente da Abin-Pa.

Essas denúncias não são novas.

Em 2001, como vereador de Belém, fui à tribuna da Câmara Municipal tratar do assunto.

Em 2008, o Diário do Pará, através do jornalista Ismael Machado, fez longa reportagem sobre o caso. Neste mesmo ano, representei ao Ministério Público Federal sobre a questão da Abin-Pa. Está tudo postado em meu blog sob a chamada “A luta entre o velho e o novo na Abin”, em fevereiro deste ano de 2011.

Lá no Sul do Pará, em São Domingos do Araguaia, meus companheiros também foram acordados com a minha “morte”. Fico sabendo, através de contato telefônico, que no último sábado, 30 de abril, houve uma reunião de ex-soldados que estão abrindo o que sabem sobre a guerrilha com o representante da direção nacional do PCdoB, como eu, no Grupo de Trabalho Tocantins, Sezostrys Alves da Costa, em Marabá. E que no dia da reunião, uma caminhonete de vidro fumê, novamente, andou rondando a casa deste companheiro em atitude suspeita.

Sezostrys diz, ainda, que mais pessoas estariam recebendo telefonemas anônimos.

O fato é que mais de dez pessoas estão sob ameaças das viúvas da ditadura militar.

Acontece que desde junho do ano passado temos denunciado a questão.

Tais ameaças já foram informadas ao Ministério da Defesa, ao Ministério da Justiça, à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, através da Comissão de Mortos e Desaparecidos, e à Policia Federal. Isso sem falar que a própria OAB nacional, onde fizemos reunião semana passada, também informada sobre tais acontecimentos.

A imprensa paraense e nacional já tratou de repercutir o assunto e o PCdoB já fez até nota pedindo providências.

O problema é que até agora nada aconteceu para apurar as coisas, nada, absolutamente nada.

O que causa espécie é que estamos participando de uma investigação federal, no estado democrático de direito, “por dentro” das instituições republicanas e as mesmas instituições, que dizem defender radicalmente à abertura dos arquivos e o achamento dos despojos de desaparecidos políticos, nada fazem para proteger-nos e, por fim, desbaratar os últimos bastiões da repressão política do país.

Se alguma coisa nos acontecer a responsabilidade deve ser, também, imputada à manifesta letargia com que o aparato estatal brasileiro tem tratado as denúncias, que há muito temos feito, sobre as ameaças aos trabalhos de descortinar nossos anos de chumbo.

http://www.vermelho.org.br/pa/

DEM quer impugnar registros estaduais do PSD - Portal Vermelho

DEM quer impugnar registros estaduais do PSD - Portal Vermelho

Aldo Rebelo: Miriam Leitão e a sombra da vara torta - Portal Vermelho

Aldo Rebelo: Miriam Leitão e a sombra da vara torta - Portal Vermelho

Dividir o Pará - “É mesmo, é?”

É recorrente a assertiva que alguns fazem acerca da consequência da divisão do Pará, a preocupação ronda a Capital, seria ou não dependente do recurso das regiões em discussão?, mas o interessante disso é o discurso reverberado amplamente entre a imprensa dos sul e sudeste e seus órgãos de representação.

Quem acompanhou os telejornais na noite do dia 05, a bandeirante e SBT- as exposições de Boris Casoy e Nêumane Pinto respectivamente, teve uma amostra do pensamento sulista(imprensa de São Paulo) sobre a temática da divisão e produção de mais senadores e deputados estaduais para as câmaras alta e baixa poder legislativo nacional.

O obvio extraído das duas posições, ancora e comentarista, é “estar proibido ter mais representação amazônica no congresso nacional”, com o comentário do tipo: “como pode se deixado acontecer um absurdo desse” referente a aprovado do plebiscito no congresso, é mesmo, é!?

Continua.

Plebiscito da divisão do Pará repercute pelo país
Segunda-Feira, 09/05/2011


A grande imprensa nacional repercutiu no último final de semana a aprovação pela Câmara dos Deputados de plebiscitos no Pará para ouvir a população sobre a possível criação dos Estados de Carajás, no sul e sudeste paraense, e de Tapajós, a oeste.
A votação, que tem um prazo de seis meses para acontecer no caso de Carajás, ainda não foi definida totalmente pelo Congresso.
Matéria publicada sábado (08) pelo jornal Folha de São Paulo enfoca os impactos econômicos da possível criação do Estado de Carajás, que herdaria, após a divisão, as maiores reservas minerais e os principais empreendimentos da Vale instalados na região.

Caso a população confirme a criação de Carajás, ele teria a maior mina produtora de minério de ferro em operação no mundo, em Parauapebas, explorada pela Vale. O texto da Folha lembra que em 2010, Parauapebas, Marabá e Canaã dos Carajás, que integrariam o novo Estado, responderam por 80% de todo o CFEM (royalties de mineração) arrecadado no Pará.

O jornal lista importantes reservas de cobre e níquel, exploradas pela Vale, que também ficariam no novo Estado e lembra que a Tapajós e ao Pará sobrariam apenas reservas de bauxita, como as do Rio do Norte, Juruti e Paragominas. Além disso, dos investimentos previstos pelas mineradoras até 2015, Carajás teria US$ 33 bilhões, Tapajós, US$ 0,6 bilhão, e o território restante do Pará US$ 7,9 bilhões. (Diário do Pará)
>> Leia a cobertura completa no site do Diário do Pará

RIQUEZA: O texto da Folha cita que as 39 cidades que integrariam Carajás fazem grandes apostas na extração de minérios, na siderurgia, na criação de gado e na geração de energia, atividades que iriam transformar a região numa das mais ricas do país.

O CASO DE CARAJÁS: Decreto deve ser promulgado pelo presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), autorizando a consulta.

O CASO DE TAPAJÓS: Câmara aprovou o plebiscito. Falta votação no Senado.


http://www.diarioonline.com.br/noticia-147100-plebiscito-da-divisao-do-para-repercute-pelo-pais.html

IFCH - Lançamento do Livro "A Epistemologia de uma viagem"




Autor: Mauro Cezar Coelho, professor da Faculdade de História da UFPA.

Realização: 11 de Maio de 2011, às 19h, no Hall do CAPACIT.

Informações:
site » http://www.ascom.ufpa.br/links/eventos/convite.pdf

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Eventos Cursos Toda Agenda Eventos


UFPA - Universidade Federal do Pará

Eventos Cursos Toda Agenda
Eventos

ICSA/ICJ - Seminário "Usina Hidrelétrica de Belo Monte: desenvolvimento, para quem?"
Entrada franca.
Realização: 12 de maio de 2011, às 14h, no Centro de Eventos Benedito Nunes, na UFPA.
Inscrição: Pelo e-mail belomonte@yahoo.com.br.
Informações:
fone » 3222-6917/3223-9311/9182-3839
site » http://www3.ufpa.br/multicampi/TempAscom/monte.jpg
HUBFS - Hospital exibe filme e conversa sobre Síndrome de Down
Filme: “Do Luto à Luta”. Após a sessão, haverá uma conversa sobre Síndrome de Down.
Realização: 16 de maio de 2011, das 8h às 10h, no auditório do HUBFS.
Informações:
site » http://bettina.ufpa.br/
ICED - Seminário "Plano Nacional de Educação: contexto e perspectivas"
Palestrante: Deputada Maria de Fátima Bezerra, pedagoga, Presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal.
Realização: 9 de maio de 2011, às 16h30 (abertura) e às 17h (palestra), no Auditório Setorial Básico da UFPA.
Informações:
site » http://www3.ufpa.br/multicampi/TempAscom/folder4.JPG
PROEX - Seminário Narrativas Discentes discute Música no Cinema
Palestra: "Música no Cinema: Grandes Compositores na Sétima Arte". Palestrante: Maestro Leonardo Coelho de Souza. Entrada franca.
Realização: 10 de maio de 2011, às 19h, na Livraria Saraiva.
HUBFS - Transmissão de videoconferências

Realização: Dias 12, 16, 18, 20, 24 e 26 de maio de 2011, no Auditório do HUBFS.
Informações: Clique no link abaixo e confira a programação completa das videoconferências.
site » http://www.bettina.ufpa.br/index.php?option=com_content&view=article&id=413:transmissao-de-sigs-comeca-dia-12-de-maio&catid=1:familiares-de-portadores-de-sdrome-de-down-se-re
IFCH - Grupo de Pesquisa de Geografia do Turismo (GGEOTUR) realiza mais um "Roteiro Geoturístico - a pé pelas ruas da Cidade Velha, em Belém"
Percurso: O roteiro começa no Forte do Castelo, passa por vários pontos da Cidade Velha, e termina no Museu do Círio.

Realização: 15 de maio de 2011, às 8h30, em frente ao Forte do Castelo (local de saída do roteiro).
Inscrição: Pelo e-mail roteirosgeoturisticos@gmail.com.
ICED - I Jornada de Estudos do Includere (2º Encontro)

Realização: 9 de maio de 2011, na Sala de Defesas do ICED.
Informações:
site » http://www3.ufpa.br/multicampi/TempAscom/includ2.pdf
Grupo de Oração Universitário Maranatá da UFPA realiza Celebração da Santa Missa de Páscoa

Realização: 10 de maio de 2011, das 10h às 12h, no hall da Reitoria da UFPA.
PROGEP - Encontro de Desenvolvimento de Pessoas da Região Norte
Público-alvo: Dirigentes e servidores que atuam na área de Desenvolvimento de Pessoas dos órgãos e entidades integrantes do SIPEC, na Região Norte.Realização: Dias 9 (das 14h às 18h) e 10 de maio (das 9h às 18h) de 2011, no Centro de Eventos Benedito Nunes da UFPA.
Informações:
fone » 3201-7505
site » http://www3.ufpa.br/multicampi/TempAscom/crono.pdf
ICSA - Palestra discute: "Violência urbana e sua interface com a escola"
Expositora: M.Sc. Elisa Claudete Serrão de Souza.
Realização: 10 de maio de 2011, das 15h às 17h, no Auditório do ICSA.
Informações: Clique no link abaixo e obtenha mais informações.
fone » 3201-8061
site » http://www3.ufpa.br/multicampi/TempAscom/cartaz3.pdf
NAEA - Seminário "Museu e memória: o Maçaí e suas experiências iniciais"

Realização: 18 de maio de 2011, das 9h às 12h, no Auditório do NAEA.
Inscrição: até 18 de maio de 2011, dia do evento.
Informações:
fone » (91) 3201-8521
site » http://www3.ufpa.br/multicampi/TempAscom/smni.pdf

Ipea: plebiscito no Pará pode dar origem a dois estados inviáveis - Portal Vermelho


Ipea: plebiscito no Pará pode dar origem a dois estados inviáveis - Portal Vermelho

Cúpula do Senado é maioria nos processos no STF


Cúpula do Senado é maioria nos processos no STF

IFCH - Grupo de Pesquisa de Geografia do Turismo (GGEOTUR) realiza mais um "Roteiro Geoturístico - a pé pelas ruas da Cidade Velha, em Belém"



Percurso: O roteiro começa no Forte do Castelo, passa por vários pontos da Cidade Velha, e termina no Museu do Círio.

Realização: 15 de maio de 2011, às 8h30, em frente ao Forte do Castelo (local de saída do roteiro).
Inscrição: Pelo e-mail roteirosgeoturisticos@gmail.com.

sexta-feira, 6 de maio de 2011


SONETO DE SEPARAÇÃO - Vinícius de Morais

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
(Antologia Poética)

Iremos debate no blog o tema que produzem paixões e conflitos culturas, sociais e econômicos e existências de indivíduos e estruturas construída em sociedade, das influências individuais(próximo da análise weberiana e outros autores) as ações intencionais do racional instrumental (na perspectiva Estruturalista/Funcionalista) e sem abandonar outras correntes de pensamento das Ciências Humanas, em suma, a intensão do “blog Coletivo Bloco A” e de descortinar internacionalidades evitando o viés da imparcialidade cientifica, até porque somos parte do todo em análise.
De início, faremos algumas perguntas centrais, periféricas ou aproximadas e outras deverão surgir durante o debate:
Porque dividir o Pará?
Quais os interesses na divisão do Pará?
Qual projeto de divisão foi aprovado na câmara?
Quais as relações transversais temáticas como meio ambiente, economia, política, cultura, etc?
Quais as riquezas naturais(matéria-prima) no Estado e as relação com interesses econômicos que motiva a divisão?
Quais as organizações envolvidas e interessadas na divisão?
Quais os Deputados Estaduais e Federais - Pró e Contra no processo de Divisão?
Quais interesses das elites regionais e nacionais em especial do sul e sudeste do Brasil?
Quais as intencionalidades estratégicas na Divisão?
Quais as estratégias dos grupos Pró-Contra a Divisão?
Qual a posição e interesses do governo do Pará na divisão?
Qual o perfil e posição política das protagonistas (Capital e Região, Sul e Sudeste, Oeste do Pará) envolvidos na divisão?
Qual a visão estratégica-militar sobre o tema?

Partidos formalizam suas propostas para a reforma política - Portal Vermelho

Partidos formalizam suas propostas para a reforma política - Portal Vermelho

IFCH - Palestra "Filosofia e Ciência em Heidegger" (Projeto Diálogos Filosóficos)



Palestrante: Professor doutor Nelson de Souza Júnior.
Realização: 6 de maio de 2011, às 16h, no Laboratório de Ensino de Filosofia, localizado nos altos do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH).

UFPA realiza exames preventivos do câncer do colo do útero




Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer do colo do útero é responsável pela morte de 230 mil mulheres por ano, no mundo. No Brasil, estima-se que, a cada 100 mil mulheres, 18 ficam doentes. Por esses números alarmantes, a Universidade Federal do Pará entrou na luta contra a doença e, a partir desta sexta-feira, 5, estará realizando exames de prevenção destinados às estudantes da Instituição. Os exames serão realizados no Laboratório de Citopatologia, 3º andar do Instituto de Ciências Biológicas, no Campus da UFPA, no bairro Guamá, em Belém. As consultas serão realizadas nas segundas e sextas-feiras, das 14h às 16h. A ação deve durar o ano todo.


http://www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=4622

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Câmara aprova plebiscito para divisão do Pará em três Estados




BRASÍLIA (Reuters) - A Câmara dos Deputados aprovou na quinta-feira a realização de plebiscitos sobre a divisão do Pará e a criação de dois novos Estados: Tapajós e Carajás.
A matéria que trata da consulta popular sobre o Estado de Tapajós retornará ao Senado por ter sofrido alterações na Câmara. Já a proposta de plebiscito para a criação do Estado de Carajás segue para ser promulgada.
As propostas, uma vez validadas como leis, definem que o plebiscito ocorra em até seis meses. Após aprovação pela população diretamente interessada, é enviado um projeto de lei complementar ao Congresso para a criação das novas unidades federativas.
Se a população decidir pela criação dos dois Estados, o Pará não deixará de existir, mas terá seu território divido em três.
Caso seja criado, Tapajós irá abranger 58 por cento do território do Pará e terá 27 municípios da região oeste do Estado. Carajás englobará 39 municípios ao sul e sudeste do Pará.
(Por Maria Carolina Marcello)


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/05/05/camara-aprova-plebiscito-para-divisao-do-para-em-tres-estados-924393866.asp#ixzz1LXF5fXgK

Divisão do Pará, hoje, dia 05 de maio/2011, a Câmara aprova o Plebiscitos de divisão do Pará,


Divisão do Pará

O mês de dezembro reacendeu as esperanças de parte da bancada paraense que sonha com o fracionamento do Estado do Pará. Os projetos que autorizam a realização de plebiscitos para saber se a população quer ou não a criação dos estados do Carajás e do Tapajós ressurgiram na pauta legislativa e podem ser votados em plenário nesta última semana de trabalho da Câmara dos Deputados. O otimismo é grande para quem, como os decanos Asdrubal Bentes (PMDB) e Giovanni Queiróz (PDT), sonha há duas décadas com o desmembramento das regiões Sul e Sudeste do Pará.

O deputado Lira Maia (DEM) foi a reboque da grande mobilização feita pelos “carajazistas” e conseguiu também incluir o projeto que prevê a realização do plebiscito para ouvir a população sobre a criação do estado do Tapajós. Toda esta movimentação dos paraenses na Câmara dos Deputados chamou a atenção de jornalistas e demais bancadas que se preparam para encerrar o ano legislativo.

PRESSÃO

Desde a primeira semana de dezembro, quando o plenário do Senado Federal aprovou o Projeto de Decreto Legislativo nº 52/2007, que autoriza a realização do plebiscito sobre a criação do Carajás, caravanas de prefeitos e vereadores desembarcaram em Brasília para fazer pressão pela inclusão do projeto na pauta de votação do plenário.

As mulheres foram mobilizadas pela deputada Bel Mesquita (PMDB). No dia 8 de dezembro mais de 400 lideranças femininas, políticas e empresariais do sul e sudeste do Pará fizeram uma mobilização nos corredores da Câmara. No mesmo dia, o deputado federal e ex-governador do Pará (por duas vezes), Jader Barbalho (PMDB) hipotecou seu apoio ao movimento pela aprovação do plebiscito em um plenário que reuniu. além das mulheres, prefeitos, vereadores e apoiadores do movimento.

O deputado lembrou, na oportunidade, que foi o governador que mais investiu na região com a construção da PA-150 e do linhão de transmissão que energizou os municípios que ficam na região sul e sudeste do Pará. Jader Barbalho defendeu um amplo debate dos prós e contras para a criação do Estado.

“Não tenho medo em absoluto do resultado desse plebiscito. Quem tem medo do plebiscito, tem medo da democracia”, manifestou-se arrancando aplausos. Os prefeitos presentes chegaram a brincar com o deputado Jader Barbalho, convidando-o a trocar de domicílio eleitoral, caso o futuro Estado seja realmente criado. Bem humorado, o deputado brincou: “o convite é uma tentação!”.

PAUTA OBSTRUÍDA

Logo após o encontro, que aconteceu em um dos plenários das comissões permanentes, o grupo se dirigiu à sala da presidência da Câmara dos Deputados, onde foram recebidos pelo presidente Michel Temer (PMDB). Temer se comprometeu a colocar o projeto na pauta de votação.

Os deputados pró-criação do Carajás saíram otimistas do encontro. Porém, eles não contavam com a estratégia da oposição ao governo Lula na Câmara, que, desde a semana passada está obstruíndo toda a pauta de votações. Os líderes do PSDB e do DEM estão conseguindo, por meio de manobras regimentais, evitar que praticamente todas as votações sejam obstruídas. A consequência disso é que nenhuma outra matéria está sendo votada, com exceção da que estabelece a partilha dos dividendos do pré-sal, e mesmo assim, de forma muito lenta.

“Vamos lutar para incluir na terça e também na quarta. Mas fato é que o DEM está conseguindo obstruir todas as sessões da Câmara e do Congresso”, explicou Giovanni Queiróz, que, juntamente com os deputados peemedebistas Zequinha Marinho, Asdrúbal Bentes, Bel Mesquita e o próprio Jader Barbalho, têm sido os últimos a sair do plenário, lutando insistentemente para incluir o Projeto de Decreto Legislativo na pauta de votação.

Irritados com os próprios colegas da Casa Legislativa, que não vêm dando apoio para que o projeto de plebiscito seja votado ainda este ano, os deputados Zequinha Marinho (PMDB) e Lira Maia (DEM) subiram na tribuna da Câmara, na última quinta (10), para protestar. Zequinha Marinho lembrou que, se para o Rio de Janeiro e São Paulo a questão do pré-sal é fundamental, para o estado do Pará a discussão sobre a criação de um novo estado também é de grande importância.

“O Pará precisa ser olhado dessa forma. Não é possível um desenho geográfico de 400 anos, uma área de um milhão e 250 mil quilômetros quadrados, cuja capital está na costa do Atlântico e o resto da terra com seu povo, à distância, condenando essa gente a uma situação de subdesenvolvimento crônico, que não sai do lugar”, discursou Marinho.

Lira Maia fez um apelo direto: “Da tribuna da Câmara dos Deputados, faço a solicitação a todos os deputados: deem essa oportunidade ao povo do Pará, do Tapajós e do Carajás, que tanto reivindicam a divisão territorial”. Ele lembrou que todos os estados brasileiros que foram desmembrados estão tendo resultados positivos. “Mostrem-me qual Estado que foi criado ou desmembrado que está pior do que era. Mostrem-me um município sequer que foi criado e emancipado que esteja pior do que era. Portanto, a estratégia de redivisão territorial é interessante”, discursou.

ENTENDA

NA CÂMARA

Projetos que autorizam plebiscitos para saber a vontade da população sobre a criação dos estados do Carajás e do Tapajós voltaram à pauta: podem ser votados nesta última semana de trabalho da Câmara dos Deputados.

NO SENADO

O Senado Federal já aprovou o Projeto de Decreto Legislativo nº 52/2007, que autoriza a realização do plebiscito sobre a criação do

Carajás.



>> Projetos de divisão vêm desde os anos 80

Caso o resultado do plebiscito seja favorável em ambas as consultas, seriam criados o 27º e o 28º estados da Federação Brasileira. O estado do Carajás teria uma área de 285 mil quilômetros quadrados, 38 municípios e 1,3 milhão de habitantes. Nasceria do desmembramento da região do Carajás, distante 500 quilômetros de Belém, e conhecida por sua riqueza mineral.

A descoberta da grande reserva de minério na serra de Carajás na década de 1960 determinou todo o cenário econômico, político, social e territorial nas regiões sul e sudeste do Pará. Surgiram então novos municípios. Os tradicionais fazendeiros foram, aos poucos, cedendo lugar às grandes fazendas. As grandes obras, como da hidrelétrica de Tucuruí, de ferrovias e de rodovias, trouxeram uma multidão de migrantes. Tornou-se uma região rica e cobiçada.

A região do Tapajós fica a oeste do Pará. No tempo do Brasil Império, quando foram feitos os estudos para a divisão territorial da Amazônia, já se sugeria a criação da Província do Tapajós. A proposta de criação do estado do Tapajós chegou à Câmara dos Deputados em 1988, na Assembleia Constituinte, quando os Parlamentares criaram o Estado do Tocantins.

Portanto, em 1988, Tapajós já entrava na pauta de discussão do Parlamento, mas, por causa de um voto numa comissão, deixou de ser aprovado. Mesmo assim, a Constituição de 88, no art. 12 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, estabeleceu a criação de uma Comissão de Estudos Territoriais para estudar o assunto. A Comissão foi instalada e, depois de feitos os estudos, sugeriu, em seu relatório que, de fato, fosse criado o Estado do Tapajós.O novo estado teria praticamente a metade do estado do Pará – que é de 1.247.000 quilômetros quadrados – e tem hoje mais de 1 milhão e 300 mil habitantes.

>> Novos estados: custos de RS 832 mi ao ano

Mas a criação de um novo Estado não é uma proposta tão simples como parece demonstrado pela leitura dos projetos de decretos legislativos que tramitam na Câmara e que podem ser aprovados pelo plenário na próxima semana. O pesquisador Rogério Boueri, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), organizou, no início deste ano, o estudo “Custos de funcionamento das unidades federativas brasileiras e suas implicações sobre a criação de novos estados”.

No trabalho ele propõe a discussão sobre as propostas de criação de 16 novos estados que tramitam no Congresso Nacional desde 1988 e seu reflexo no PIB nacional. Segundo o pesquisador, a criação de novas unidades federativas implica em significante aumento de gastos públicos.

A partir de estudos de gastos por habitante em relação ao PIB em todas as unidades federativas, o trabalho de pesquisa concluiu que o resultado é mais peso no bolso do cidadão. Um novo estado teria em média custos fixos de R$ 832 milhões anuais.

Boueri analisou cada uma das propostas no Congresso Nacional entre 1998 e 2008, em termos de população, área, produto interno bruto (PIB) e gastos estaduais. “Em alguns casos, o gasto público estimado superaria o total da produção local, demonstrando flagrante inviabilidade econômica para a criação da unidade”, afirma o pesquisador.

“Novas proposições desta natureza devem ser formuladas de maneira mais consistente no tocante ao conteúdo geográfico, econômico e financeiro, de forma a não onerar o já sobrecarregado parlamento brasileiro com propostas claramente inviáveis”, alerta o trabalho.

Para provar a viabilidade do desmembramento das regiões sul e sudeste do Pará, a Associação dos Municípios do Araguaia e Tocantins (Amat) contratou ninguém menos que a Fundação Getúlio Vargas para dar início aos estudos já em janeiro. “Vamos mostrar a viabilidade da criação do estado do Carajás”, concluiu Giovanni Queiróz, autor do PDC que pode tornar realidade o sonho de 38 municípios que não têm economizado na mobilização pela realização do plebiscito.

Caso sejam encaminhados para votação no plenário e aprovados pela maioria dos deputados na proxima semana, caberá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizar até junho o plebiscito.

Esta matéria foi publicada no Diário do Pará em 13/12/2009

http://blogdoacaibelem.blogspot.com/2010/04/divisao-do-para.html

reunião do M 31



M31, popularmente conhecida como Galáxia de Andrômeda é uma galáxia espiral localizada a cerca de 2 900 000 anos-luz (0,889 megaparsecs) de distância na direção da constelação de Andrômeda.

Possui entre 180 e 220 mil anos-luz de diâmetro, uma magnitude aparente de 3,5, uma magnitude absoluta de -21,4, uma declinação de +41º 16' 06" e uma ascensão reta de 00 horas, 42 minutos e 44,3 segundos. É a maior galáxia do Grupo Local de galáxias, ao qual pertence a Via Láctea, onde se localiza o planeta Terra, superada apenas pelas Nuvens de Magalhães em extensão e brilho aparente.

Reunião do M31
dia 06/05 (sexta)
MESQUITA, almirante esquina com angustura
18h
homengem ao GERONIMO

Uma Opinião por Dia: Cisão na Direita

Uma Opinião por Dia: Cisão na Direita: "A Direita parece uma estrutura monolítica, mas não é! A Direita é formada por diferentes ideologias, desde patrimonialistas coronéis do camp..."

O pensamento de Milton Santos continua vivo e atual - Notícias da Bahia - Portal Vermelho


O pensamento de Milton Santos continua vivo e atual - Notícias da Bahia - Portal Vermelho


http://www.vermelho.org.br/ba/noticia.php?id_secao=58&id_noticia=153458

OEA deve rever decisão que pede paralisação de Belo Monte - Portal Vermelho


OEA deve rever decisão que pede paralisação de Belo Monte - Portal Vermelho

Representantes da comunidade acadêmica discutem medidas de segurança na UFPA






Um grupo formado por representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE), comissões de formatura e da segurança do Campus da Universidade Federal do Pará (UFPA) vai passar a acompanhar, desde o planejamento até o encerramento, as festas promovidas no Espaço Recreativo do Vadião, localizado no Campus da Universidade, no bairro Guamá, em Belém. A proposta foi feita pelo reitor Carlos Maneschy nesta quarta-feira, 4, em reunião com representantes da Administração Superior, docentes, técnicos e representantes do DCE, no auditório da Secretaria Geral da Reitoria. A ação começa a valer de imediato.

http://www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=4618

quarta-feira, 4 de maio de 2011

DOL - Diário Online - Pará tem 1,4 milhão de miseráveis

DOL - Diário Online - Pará tem 1,4 milhão de miseráveis

Filiação de Colombo ao partido de Kassab sepulta o DEM em SC - Portal Vermelho


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Araguaia: “Estamos mais perto da verdade”, diz juíza - Portal Vermelho


Araguaia: “Estamos mais perto da verdade”, diz juíza - Portal Vermelho

NAEA - Palestra "Gestão Pública Municipal na Amazônia: entre a continuidade e a mudança"




Ministrante: Professor Josep Pont Vidal.
Realização: 4 de maio de 2011, às 16h, no Auditório do NAEA.

IFCH - Palestra "Estudo de duas Coleções de Cerâmica Marajoara em Portugal"





Palestrante: Arqueóloga Joanna Troufflard (Mestre em Arqueologia pela Universidade Nova de Lisboa).
Realização: 6 de maio de 2011, às 15h, no Auditório de Genética, localizado no prédio de Genética Humana, próximo ao Instituto de Ciências Biológicas (ICB).

terça-feira, 3 de maio de 2011

Ato de lançamento da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão será no próximo dia 19 | Barão de Itararé


Ato de lançamento da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão será no próximo dia 19 | Barão de Itararé

Blog do Tsavkko - The Angry Brazilian: Brasil e o Multilateralismo de Conveniência: Belo Monte, OEA e Hipocrisia


Blog do Tsavkko - The Angry Brazilian: Brasil e o Multilateralismo de Conveniência: Belo Monte, OEA e Hipocrisia

Bombardeios - Portal Vermelho


Bombardeios - Portal Vermelho

Aldo apresenta texto final do Código Florestal: sem mais debates - Portal Vermelho


Aldo apresenta texto final do Código Florestal: sem mais debates - Portal Vermelho

Eduardo Guimarães: eles torcem no PiG para Dilma estar com câncer - Portal Vermelho


Eduardo Guimarães: eles torcem no PiG para Dilma estar com câncer - Portal Vermelho

IFCH - Simpósio "Democracia e Participação Política nos Movimentos de Mulheres e Feministas no Pará"



Realização: 5 e 6 de maio de 2011, das 9h às 18h, no Auditório do CAPACIT.
Informações:
site » http://www3.ufpa.br/multicampi/TempAscom/mov.pdf